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O que é o Islam e Quem são os Muçulmanos

O Que é o Islam e Quem São os Muçulmanos?

  • O Islam surgiu há mais de 1400 anos atrás, na cidade de Meca.
  • O Alcorão é o livro dos muçulmanos, revelado em língua árabe, por Allah ao Profeta Muhammad.
  • Atualmente existem mais de 1,7 bilhão de muçulmanos em todo mundo.

O termo muçulmano, do árabe muslim (مسلم), é utilizado para definir os seguidores do Islam, a religião praticada por em torno de 1,8 bilhões de seres humanos ao redor do mundo. A palavra em si significa “submisso’’, advinda do próprio nome da religião que significa “submissão’’, e remete à ideia de que o ser humano deve, de forma voluntária, utilizar suas faculdades disponíveis para se submeter ao conhecimento do Criador, através de sua adoração. 

Disse Deus no Alcorão: “E não criei os seres humanos e os gênios senão para Me adorarem’’ (51:56).

A religião teve início com os ensinamentos do Profeta Muhammad no século VII, que através da revelação conhecida como “Alcorão’’ ou “A Recitação’’, transmitiu os versículos divinos para a humanidade. 

Dúvidas mais Frequentes 

No que os muçulmanos acreditam? 

Algumas crenças básicas unem os muçulmanos do mundo inteiro. Primeiramente, a crença em Allah, termo para Deus em árabe (a língua litúrgica dos muçulmanos na qual se encontra o Alcorão) e em Sua Unicidade, de modo a crer que Ele é Uno, sem iguais, semelhantes, filhos ou parceiros, poderoso sobre tudo, inigualável a qualquer coisa e inconcebível em sua realidade total pela mente humana

É parte da crença islâmica de que Allah revelou sua vontade para humanidade, e modo de vida que deveriam seguir, desde da vinda de Adão para a Terra. Esse modo de vida foi reforçado por meio de uma cadeia sucessiva de Profetas e Mensageiros, que ao todo somam 124.000, enviados para diversos povos e cantos específicos do mundo ao longo da história, porém, apenas alguns tiveram seus nomes preservados em algumas das escrituras, como Moisés, Jesus, Noé, Abraão e Muhammad, o último Profeta. 

Este último Profeta, Muhammad, que recebeu de Allah a escritura conhecida como Alcorão, nasceu na cidade de Meca na Arábia no ano de 571 da era cristã, e foi eleito por Allah para não mais entregar a mensagem a povos específicos, e sim para todo o mundo. 

Então, durante sua vida e após sua morte em 632, seus seguidores, os primeiros muçulmanos, se empenharam em vagar pelo mundo levando a mensagem do Alcorão e os procedimentos e condutas ensinados por Muhammad, chamado de Sunnah

Para além de um único Deus e vários Profetas, a fé islâmica possui 6 pilares, que contemplam entre eles a crença nos Anjos, vida após a morte, Paraíso, Inferno, Dia do Juízo e Predestinação, crença nos Livros revelados anteriormente (Evangelho e Torá, por exemplo).

Muçulmanos possuem a mesma crença e a mesma prática?

O Islam é uma religião revelada para toda humanidade. Por conta disso, é uma religião extremamente adaptável a qualquer contexto cultural e social. Não é uma religião de árabes ou do deserto, sendo praticada e praticável em todos países do mundo

De qualquer forma, as interpretações que muçulmanos dão à melhor forma de aplicar os ensinamentos do Alcorão, crenças e o que foi transmitido pelo Profeta Muhammad variam. Existem diversos subgrupos muçulmanos reunidos em torno de certos preceitos, não sendo uma fé monolítica entre seus seguidores. Isso não significa que todos esses subgrupos se auto-excomungam ou se aprovem mutuamente. 

Apesar disso, alguns pilares da crença sempre são preservados, independente do local de prática. Sem que esses pilares sejam respeitados, as condições para ser muçulmano começam a desaparecer. 

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Como alguém se torna muçulmano?

Muçulmanos podem ser de nascimento, quando alguém nasce em uma família que já pratica o Islam, onde a família ensina desde criança a religião. Também é possível se converter ao Islam fazendo a declaração de fé, a Shahada

Portanto, caso alguém não tenha nascido muçulmano, para formalização da crença de alguém no Islam, basicamente como um “batismo’’ para entrar na religião, o indivíduo precisa apenas dizer: “Testemunho que não há outro deus além de Allah, e que Muhammad é seu Profeta.’’

Quais são os países muçulmanos?

Os muçulmanos possuem uma extensa distribuição geográfica, e não estão especificamente associados a nenhum único povo, etnia ou cultura, embora existam diversas culturas muçulmanas nas diversas porções do globo.

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Apesar de serem mais associados no imaginário popular com os árabes, que formam por volta de 20% da população muçulmana mundial, a maior concentração de muçulmanos do mundo está no Subcontinente indiano, e no Sudeste Asiático, com a Indonésia sendo o país com a maior população muçulmana do mundo.

Muçulmanos podem ser árabes, persas, turcos, chineses, ingleses, americanos, mexicanos, cearenses ou paraibanos, basta crer nos princípios da religião, e isto te faz muçulmano. De acordo com o último censo da Pew Research, há 50 nações no mundo de maioria muçulmana, contudo também há populações expressivas de minorias muçulmanas em outras nações fora destas regiões majoritárias, como demonstrado no mapa abaixo:

Mapa da concentração de muçulmanos no mundo

Quem é Maomé?

Maomé é uma adaptação lusófona do árabe “Muhammad’’, nome do Profeta do Islam. Muhammad Ibn Abdullah nasceu na cidade de Meca na Arábia no ano 571 da era Cristã. Ele era conhecido dentre seu povo como al-Amin, ou O Confiável, por ser uma pessoa de nobilíssimo caráter, bondade, misericórdia, e querido como árbitro para resolver conflitos.

Porém, após dar início à pregação da revelação que lhe foi entregue pelo Anjo Gabriel, contra o modo de vida pagão árabe da época e todos os erros da humanidade, que não consista somente de idolatria, como do sacrifício de crianças, mutilação de animais, entre outras coisas. Muhammad foi rejeitado por boa parte de seu povo, e ele, bem como seus primeiros seguidores e familiares foram perseguidos até a morte de alguns.

Muitos foram torturados pelos pagãos de Meca, devido à natureza socialmente marginal destes primeiros muçulmanos, em sua maioria pobres, desvalidos ou escravos. Com toda essa perseguição que durou 12 anos, Muhammad e seus seguidores promoveram migrações, primeiro para Etiópia, devido a uma boa recepção de sua população cristã, e depois para Medina, no evento conhecido como Hijra (Hégira) em 622, que marca o ano 1 do calendário Islâmico. 

Em Medina, o Profeta foi acolhido pelos muçulmanos que já habitavam a cidade, e criou uma pequena comunidade com eles, árabes não-muçulmanos e judeus que ali viviam. Logo, incursões da cidade Meca contra os muçulmanos de Medina tiveram início, e o Profeta após muitos anos de relutância, autorizou que seus seguidores promovessem a guerra defensiva contra os pagãos de Meca.

Após muitas batalhas entre ambos os lados, o Pacto de Hudaybiah foi estabelecido, com termos desavantajados para o Profeta e seus seguidores. Com a violação do tratado de paz pelos pagãos, o Profeta e os muçulmanos se dirigiram para a Conquista de Meca, que em 630 foi tomada de forma pacífica, com o perdão e anistia sendo garantida para todos os antigos algozes.

Meca então foi limpa de todo suas referências pagãs, e a Caaba, templo construído pelo Profeta Abraão há muitos e muitos séculos, foi restaurada ao culto monoteísta. Após sua última peregrinação à Meca, o Profeta faleceu em 632, legando a seu povo e humanidade um sistema de vida completo, que agora seria difundido nos quatro cantos do mundo. 

O que é muçulmano sunita e xiita?

Não sendo uma questão fácil de resumir em poucas palavras, sunitas e xiitas são termos pelos quais se designam as duas maiores correntes seguidas pelos muçulmanos no mundo, com sunitas formando por volta de 90% e xiitas 10%.

As duas correntes, apesar de possuírem diferenças teológicas, não se excomungam totalmente entre si, pois ambas se consideram muçulmanas, exceto em subcorrentes extremistas de ambos os lados.

Ambas partilham os principais preceitos práticos da religião, como crença na unicidade de Deus, mensagem do Profeta, cinco orações diárias, jejum no mês do Ramadan, peregrinação à Meca e pagamento do Zakat.

Contudo, a divisão entre os dois grupos, embora sedimentada posteriormente, teve início numa questão histórica controversa ocorrida após a morte do Profeta, sobre quem deveria ter sido seu primeiro sucessor, com xiitas afirmando que deveria ter sido Ali, e sunitas, seguindo a tradição da maioria dos muçulmanos contemporâneos sobre a questão, Abu Bakr. 

Contudo, não há de forma alguma uma rejeição sunita à figura de Ali, que para eles é seu quarto califa. Toda questão se deriva da crença xiita de que houve um complô de injustiça contra a família do Profeta por parte de seus seguidores mais próximos, o que a teologia e historiografia sunita rejeita.

Desta divisão política inicial, se deriva alguns preceitos teológicos, com xiitas seguindo uma sucessão de imames considerados por eles como infalíveis, da descendência sanguínea, segundo eles injustiçada, de Ali, e sunitas os aceitando também, porém, não do mesmo modo exclusivista, tendo toda uma outra série de sábios transmissores de suas ciências teológicas desenvolvidas através dos séculos. 

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O que é a Sharia (Xaria)?

Sharia é o termo utilizado para designar o código de procedimentos que rege a vida dos muçulmanos, e não significa exatamente um código penal como vinculado pela mídia nas últimas décadas.

A sharia não é um livro, um manual encadernado, nem uma coleção enciclopédica, e sim basicamente o conceito derivado das fontes sagradas primárias de como os muçulmanos devem agir, comer, se comportar, aplicar códigos penais, orar, jejuar e até mesmo cortar suas unhas.

Ainda que seu modo ideal de aplicação seja visto de maneiras diferentes dentre os muçulmanos, a sharia é derivada do Alcorão, procedimentos do Profeta encontrados em centenas e centenas de transmissões, ou hadith, e do ijtihad ou “esforço de reflexão’’ dos ulemás, os eruditos muçulmanos, que fazem uso de uma série de ciências e tradições para derivar da sharia questões que exigem interpretação, se baseando nas fontes sagradas.

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Em um estudo publicado por Joe. W. Bradford em 26/11/2016, ele explicita o percentual em cada assunto abordado pelos textos legais islâmicos (Sharia). Confira:

Temas Não-Jurídicos – 65%

  • Higiene Pessoal
  • Oração
  • Jejum
  • Peregrinação
  • Regras de Alimentação
  • Juramentos

Temas Jurídicos – 35%

  • Adjudicação
  • Código Penal
  • Relações Interreligiosas
  • Legitimação
  • Custódia
  • Casamento
  • Divórcio
  • Contratos
  • Parcerias
  • Dotações

Combinando ainda mais os temas, podemos concentrar nas seguintes categorias:

  • Devocional / Pessoal – 65%
  • Transacional – 20%
  • Familiar – 10%
  • Criminal – 5%

A mulher no Islam

Na religião islâmica o ser feminino é tido em estima humana igual ao homem, porém, possuindo diferentes responsabilidades sociais estabelecidas pela religião. 

Algo que talvez mais explane na teologia islâmica a questão feminina é que a mulher na figura de Eva não foi culpada por seduzir Adão a comer do fruto proibido, carregando assim um estigma espiritual eterno. Ambos são considerados culpados, de maneira igual, pelo pecado.

De forma alguma considerada um ser inferior, a mulher no Islam possui direitos únicos e sem precedentes históricos, com diversas injustiças atuais sendo frutos de práticas culturais pré ou mesmo anti-islâmicas.

O símbolo talvez mais associado à mulher no Islam seja o véu. A indumentária possui diversas formulações culturais, não existindo um único tipo ou cor, variando muito de país para país. O mais comum é o hijab, lenço que cobre o cabelo e as orelhas, geralmente acompanhado por peças de roupa que cubra até os pulsos e os pés.

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Jihad, Extremismo e Terrorismo

Apesar de significar literalmente o termo “esforço’’, a palavra Jihad aplicada no contexto bélico tem o significado religioso do uso da força para defesa ou ataque, quando necessário, para salvaguardar a proteção da comunidade muçulmana.

Contudo, o conceito sofreu corrupção devido à introdução de ideologias revolucionárias ocidentais no Oriente Médio no século XX, sendo usurpado por grupos terroristas para prática de guerrilha urbana e terrorismo, resultando principalmente na morte de civis inocentes, em sua imensa maioria, muçulmanos.

O Islam não é uma religião “da paz’’, como se vincula tanto no discurso apologético comum de defesa, mas sim uma religião da “realidade humana’’, que necessita do uso da força para se proteger desde a alvorada dos tempos. Aderentes e simpatizantes de grupos terroristas são uma micro minoria insignificante dentre os muçulmanos do mundo, e sua aceitação representativa é menor ainda.

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Dos países que lutaram oficialmente na coalizão contra o ISIS, 7 eram muçulmanos, bem como seus soldados, comandantes e políticos que cooperam numa força tarefa imensa e bastante cara no combate ao terror.

No combate ao Boko Haram e ao al-Shabab na África também não é diferente, onde centenas de soldados muçulmanos e oficiais expõem todos os aspectos de sua vida à violência brutal repentina. Todo este esforço político-militar, bastante custoso e arriscado, é inteiramente financiado pelos recursos naturais destes países e pelos impostos de suas populações majoritariamente islâmicas.

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Eles não só financiam em situação de pobreza, muitas vezes extrema, o combate ao terrorismo, como também dão seus próprios filhos como soldados para lutarem no campo de batalha, onde na maioria das vezes morrem por terem equipamentos inferiores aos dos terroristas, ou em atentados a bomba em bases militares ou no estabelecimento dos exércitos desses países.

Combate Ideológico ao Terrorismo

Dentre os muitos livros escritos por autores muçulmanos, visando sanar o problema do terrorismo, temos o destacado “Refutando o ISIS’’, do famoso teólogo e jurista muçulmano sírio Muhammad al-Yaqoubi (descendente direto do próprio Profeta Muhammad). Ele refutou, com provas teológicas clássicas, todas as alegações religiosas utilizadas por recrutadores de grupos terroristas para conseguir novos soldados e fazerem lavagem cerebral na mente de jovens. O livro foi escrito pelo autor em dois idiomas (árabe e inglês).

Todos os anos as lideranças mais proeminentes do mundo muçulmano, e quando falamos proeminentes, nos referimos a muftis, qadis e sheikhs de renome e escritores prolíficos (não qualquer sujeito anônimo barbado que a mídia chama de líder islâmico), se reúnem em congressos e palestras para estabelecerem medidas intelectuais contra a teologia salafista (mãe teológica do terrorismo moderno) e suas afluentes. 

Na última, sediada em Grozny, na Chechênia, o salafismo foi categoricamente taxado como seita não-sunita e heresia pelas maiores autoridades religiosas islâmicas do mundo, incluindo o grão-mufti da universidade de al-Azhar no Egito.

Vida pregressa dos terroristas

Ao ser levantada a vida pregressa de vários autores de atentados terroristas na Europa, sempre é descoberto que eram pessoas psicologicamente alteradas, de vida conturbada (por drogas, bebidas, discriminação etc.), que encontraram através de pregadores on-line os ensinamentos do salafismo radical, e logo aderiram à seita, sendo recrutados para atentados. 

Estas pessoas são SEMPRE denunciadas em suas comunidades e rejeitadas em suas mesquitas, encontrando apoio religioso somente na internet e em pequenos centros “islâmicos’’ clandestinos.

Em todos os países muçulmanos do mundo, a pena por terrorismo não é uma prisão com vídeo game, como aquela para onde foi o terrorista norueguês Anders Breivik, e sim a pena de morte. Em alguns lugares, como no Iraque, terroristas capturados são levados por programas de TV até onde morreram suas vítimas, e são humilhados por seus familiares em rede nacional antes de serem executados.

Minorias religiosas em países islâmicos

O Islam tem, desde sua gênese, o conceito do respeito a minorias religiosas não-muçulmanas, principalmente judeus e cristãos, que há mais de um milênio convivem com muçulmanos principalmente no Oriente Médio. Quanto à afirmação que: “O Alcorão ordena a conversão forçada dos infiéis”, eis versículos que a mostram uma total falácia:

“Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Deus, Ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo.” (Alcorão 2:256)

“Porém, se teu Senhor tivesse querido, aqueles que estão na terra teriam acreditado unanimemente. Poderias (ó Muhammad) compelir os humanos a que fossem fiéis?” (Alcorão 10:99)

“Dize-lhes: A verdade emana do vosso Senhor; assim, pois, que creia quem desejar, e descreia quem quiser.” (Alcorão 18:29)

”Diga: “Ó descrentes, Eu não adoro o que você adora. Nem são adoradores do que adoro. Nem eu vou ser um adorador do que você adora. Também não serão adoradores do que adoro. Para você é a sua religião, e para mim é minha religião “. (Alcorão 109: 1-6)

Contudo, por alguns países muçulmanos serem estados que possuem o Islam como religião oficial ou principal, o proselitismo é proibido. A prática de outras religiões é permitida e protegida por lei.

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Conclusão

Este texto de forma alguma faz justiça a todo universo que seria uma explicação digna e profunda do que é o Islam e muçulmanos, e nós do Iqara Islam reconhecemos isto. Portanto, convidamos nosso leitor a uma vasculhada em nossos mais 700 artigos, de temas diversos, que podem dar um vislumbre um pouco mais profundo das realidades dos temas abordados. Recomendamos também sempre o critério na examinação de fontes, pois, visto que sempre tem sido um tema de recorrência midiática, Islam e muçulmanos não são livres das famosas “fake news’’.

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