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Mercado Halal pode perder US$ 3 bi com adiamento das Olimpíadas

O evento foi adiado para 2021 devido ao surto do coronavírus. Por isso, exportadores Halal estão traçando novas estratégias para diminuir o prejuízo.
  • As Olimpíadas de verão, que acontecerão em Tóquio, foram adiadas para 2021 por causa do surto do coronavírus, que atingiu vários países ao redor do mundo.
  • Embora o adiamento seja benéfico para a saúde dos participantes do evento, muitos setores econômicos tiveram prejuízo com a medida, como o Halal.
  • Apesar das perdas, muitos comerciantes usarão o tempo extra para se preparar e criar outras estratégias de negócio, a fim de conseguirem manter seus lucros.

O adiamento das Olimpíadas de verão em Tóquio, em consequência do surto de COVID-19, a doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), irá afetar os setores de economia Halal pelo mundo. Ao todo, os países exportadores podem perder até US$ 3 bilhões por causa da remarcação da data do evento esportivo, de acordo com um levantamento da Halal Industry Development Corporation (HDC) 

O evento, que ocorreria entre os dias 24 de julho e 9 de agosto, foi reagendado para o dia 23 de julho de 2021. Diversas agências que trabalham com o desenvolvimento do mercado Halal no mundo estavam empenhadas em abrir mercado no Japão. O país não possui presença vibrante de muçulmanos, mas deverá receber um grande fluxo de turistas durante as Olimpíadas, o que pode favorecer o crescimento deste segmento de mercado.

Na Malásia, um dos principais países exportadores de produtos Halal, as autoridades deste setor organizaram eventos, como apresentações e seminários, para tentar fomentar a fabricação de alimentos, cosméticos e moda halal, a fim de abrir canais de comércio para o Japão. Diante disso, houve um aumento nos organismos de certificação japoneses deste tipo de produto.

O segmento Halal na Malásia conseguiu, também, antecipar US$ 800 milhões ainda este ano, e congelará US$ 200 milhões em comércios adicionais até o ano de 2021. No entanto, a quarentena será útil para que os empreendedores possam traçar novas estratégias até a data de realização das Olimpíadas, no ano que vem.

O lado positivo da crise

Embora os preparativos já estivessem na fase final para o grande evento, diversas empresas ainda não haviam conseguido atender as demandas dos japoneses. Muitos empresários não fizeram pesquisas de mercado e sequer visitaram o Japão para conhecer os costumes e preferências do consumidor local. 

No Japão, há uma tendência crescente de produtos veganos e vegetarianos, especialmente entre o público feminino. Os empreendedores não estão visando com tanta intensidade a certificação de produtos adaptados para o consumo de muçulmanos, mas sim a fabricação de alimentos com uma proposta mais saudável, uma vez que a maioria deles também pode ser consumida pelos seguidores do Islam.

Além disso, outro grupo de comerciantes que já está com a cabeça em 2021 são os pequenos e médios empresários, que vão precisar se reerguer após o impacto econômico causado pela pandemia do coronavírus.

Uma queda como esta que está em curso na economia pode significar o fim de muitas empresas. Porém, o setor Halal quer provar que não se trata somente de produtos, mas também de valores. Portanto, após o surto viral, o desafio será fazer com que as pessoas reconheçam ainda mais a importância de consumir produtos limpos e seguros

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