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Sonny Bill Willams Convertido ao Islam
Foto: Gettyimages

Sonny Bill Willams: A Estrela do Rugby que se Converteu ao Islam

  • Sonny Bill Williams é um atleta da Seleção Neozelandesa de rugby que se converteu ao Islam há cerca de 10 anos quando ainda jogava na França
  • Este ano ele esteve na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, prestando solidariedade à comunidade islâmica que foi vítima de um atentado terrorista
  • Em 2018 ele fez a peregrinação menor à cidade de Meca, na Arábia Saudita. Ele descreveu a experiência como algo “incrível”

Um dos grandes nomes do time canadense Toronto Wolfpack, destaque da Seleção neozelandesa de rugby, e um dos atletas mais bem pagos da modalidade. Quando alcançou a fortuna e a fama, o atleta Sonny Bill Williams achou que encontraria a felicidade com a bebida e as mulheres, mas se deparou com um “vazio”. Hoje, convertido ao Islam, ele se contenta servindo a Allah e divulgando a mensagem do Alcorão pelo mundo.

Todas as manhãs antes de iniciar os treinos, ele faz a primeira oração do dia – o Fajr. Em seguida ele faz suas preces voluntárias. 

“Quando eu seguro minhas mãos, em seguida em peço: Ya Allah, por favor, me guie. Me mantenha forte. Me ajude a ser uma pessoa melhor. Me ajude a ser um homem melhor,” disse Sonny em uma entrevista à BBC Sport.

“Eu sei que tenho as minhas fragilidades, mas me fortaleça. Perdoe meus pecados. Ya Allah, abençoe aqueles que estão próximos e aqueles que estão à minha volta. Mantenha-os seguros, especialmente as crianças.” Completou.

Há quase 10 anos, Williams se tornou muçulmano quando ainda atuava pela equipe do Toulon, na França. Na época, o atleta se descrevia um sujeito “selvagem”, mas hoje, nota-se que ele está muito distante desta definição.

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“O processo levou alguns anos, mas eu encontrei Allah, eu encontrei o Islam, e eu permiti que eu transformasse minha selvageria em positividade” relatou.

Sonny Williams segurando seu filho
Foto: Instagram

Williams já disputou diversas categorias do rugby, e também é pugilista, atualmente ele está na rugby league do Canadá. Sua chegada, no início de 2019, atraiu atenção da mídia esportiva local. 

As entrevistas que ele concede costumam a durar 30 minutos. Repórteres do mundo querem saber sobre a rotina de Williams.  

Dono de um porte físico intimidador, ele mede 1,93m e pesa 110kg. No entanto sua aparência não condiz com seu tom de fala calmo, e a sua modéstia, que chamam atenção de todos a sua volta. 

“Alhamdilillah (graças a Deus) significa tudo”, diz ele. “Beber um copo de água – Alhamdulillah. Ter a oportunidade de conversar com você – Alhamdulillah. Ver minha mulher e meus filhos – Alhamdulillah. Tenho sempre o meu Criador em frente aos meus pensamentos”

O atleta tem amizades com outras personalidades do esporte que também são muçulmanas, como o jogador de futebol Frankc Ribéry, e o batedor de críquete da África do Sul, Hasim Amla.

Ídolo na Soliedaridade

Em março de 2019, uma tragédia abalou uma comunidade da Nova Zelândia. Muçulmanos que frequentavam a mesquita na cidade de Christchurch foram vítimas de um ataque feito por um supremacista branco. Ao todo, 51 pessoas morreram baleadas.

Na ocasião, Williams publicou um vídeo em uma rede social em que aparecia bastante abalado, e disse que desejava que todos aqueles que haviam morrido no ato terrorista alcançassem o Paraíso

Prestar apoio aos familiares e sobreviventes em um momento como este não é nada fácil, mas Williams revelou que sentiu que era necessário fazer isto. 

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“Por eu ser um dos atletas muçulmanos mais destacados da Nova Zelândia, e sempre jogar pela seleção nacional, sei que este é o meu dever”, disse ele. 

Uma semana após os ataques, ele foi até à mesquita de Christchurch e conversou com os membros da comunidade. 

“Eu sei que eu sou um rapaz muito tímido, mas eu tenho que ir além, eu sei que eu fiquei vulnerável naquele espaço. Eu representei não só a comunidade muçulmana que estava machucada, mas também a comunidade da Nova Zelândia.”

“Eu pensei que se eu pudesse andar naquele espaço, que era difícil de navegar naquele momento, e apenas falar de um jeito positivo – mas também dizer a eles que aquilo era verdade e iria doer, mas o que podemos fazer para seguir adiante de um jeito melhor?”

A visita à Meca

Sonny Williams em Meca
Foto: Instagram

No ano passado, Sonny Bill Williams esteve em Meca realizando a peregrinação menor – a Umrah. Uma vez na Arábia Saudita, o atleta descreveu sua experiência como algo “incrível”. 

Disse o atleta “Meca é muito especial, ver a Caaba pela primeira vez, e depois experienciar a serenidade e a calma de Medina.”

“Sim, eu sou um kiwi, um neozelandês, samoano – mas sou um ser humano. Isto é que o Islam oferece. E isto é para toda a humanidade. Eu orei perto de um irmão africano, asiático, europeu, do Oriente Médio, de todas classes sociais.”

“Você está em seus trajes, então não há camadas sociais, todos são iguais, esta provavelmente é a melhor coisa.”  

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