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Ser Sustentada – Uma Prerrogativa das Mulheres no Islam

Quando as pessoas discutem desigualdade de gênero no Islam, elas focam em coisas como hijab (véu), herança ou testemunho feminino. Porém, poucas atacam o Islam pela diferença em exigir que os pais, maridos e irmãos sustentem financeiramente as mulheres da família, sem o contrário ser exigido.

Por que essa grande diferença não é mencionada pelos guerreiros do gênero? Por que as feministas não reclamam do fardo financeiro com que os homens devem lidar, e as mulheres não?

As feministas estão tão hiperfocadas na suposta vitimização da mulher que elas não podem parar e refletir na enorme bênção que as muçulmanas têm em não serem religiosamente responsáveis por manter ninguém financeiramente, nem mesmo elas próprias. Enquanto isso, homens adultos são, para dizer o mínimo, religiosamente responsáveis por sua própria comida, moradia e meios de subsistência. Se esses homens quiserem ter relações sexuais e desejam o casamento, eles são ainda obrigados a pagar o mahr (dote para suas futuras esposas) e então prover o nafaqa, i.e., manutenção financeira para suas esposas e qualquer filho que vier de sua união. Esta é uma responsabilidade significativa que os homens têm para o resto de suas vidas.

Entretanto, as mulheres podem depender de seus maridos para essas despesas, e, se elas não tiverem maridos, de seus pais, irmãos, tios ou outros parentes do sexo masculino. Este é o sistema holístico de apoio que a lei islâmica institui  para o benefício das mulheres. Isso não significa que as mulheres não tenham nenhuma responsabilidade. Elas certamente têm, mas a responsabilidade financeira não é uma delas.   

O mundo não-muçulmano ainda precisa reconhecer essa sabedoria do Islam.

The Guardian:

Elas podem ter tido mais do que uma  pequena suspeita de que era o caso, mas agora as mães que trabalham têm dados para ter certeza: elas são, de fato, mais estressadas que as outras pessoas – 18% mais, exatamente. E esse número sobe para 40% para com dois filhos, de acordo com uma importante pesquisa que analisou 11 indicadores chave do nível de estresse crônico.

O Professor Tarani Chandola, da Universidade de Manchester, a Dr. Cara Booker, a Professora Meena Kumari e a Professora Michaela Benzeval, do Instituto de Pesquisa Social e Econômica da Universidade de Essex, examinaram dados biológicos colhidos por enfermeiras de 6.025 participantes na Inspeção Longitudinal das Famílias do Reino Unido, a maior inspeção do tipo no mundo.

Mais estresse significa pior qualidade de vida. É nisso que as mulheres ocidentais estão se metendo. Por que? O que se alcança através do trabalho? Ganha-se dinheiro? Para quê? A quanto equivale um aumento de 18 a 40% no estresse?     

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Algumas feministas podem afirmar que o problema não é com o trabalho em si, mas com a inflexibilidade de uma rotina de trabalho de 9 às 17 horas, todavia, os pesquisadores descartaram essa possibilidade:

“Práticas de trabalho flexíveis destinam-se a permitir aos empregados alcançar um balanço trabalho-vida mais satisfatório, o que deve reduzir o conflito trabalho-família,” Benzeval disse. O uso de tais acordos de trabalho flexíveis com horário reduzido pareceu moderar parte da associação de estressores familiares e profissionais, mas há pouca evidência de que os acordos de flexibilização no tempo e espaço de trabalho estejam associados à resposta de diminuição do estresse crônico.”

A única coisa que pode de fato reduzir o estresse é trabalhar menos, ou então não trabalhar.

Daí surge a pergunta: do que as feministas estão atrás? Se elas estão lutando pelo bem estar das mulheres, por que insistem em empurrá-las para a força de trabalho? Por que elas insistem em fazer as mulheres sentirem que só podem alcançar o “total de seu potencial” se elas forem mulheres de carreira ou mulheres de negócios? Por que as feministas insistem em algo que é tão prejudicial para os dados demográficos pelos quais supostamente estão lutando? 

Ou, talvez, as feministas queiram resolver esse problema insistindo que as mulheres não se casem nem tenham filhos. Isso é exatamente o que feministas como Andrea Dworkin e Julie Bindel pregam. Elas dizem que o casamento e a família são instituições de opressão às mulheres e devem ser rejeitados. É claro que elas não mencionam quantas mulheres que envelhecem sem maridos e filhos admitem que suas vidas são vazias e deprimentes e acabam cometendo suicídio.

A triste realidade é que muitas muçulmanas não têm escolha senão trabalhar, por conta do atual estado do mundo. Ao invés de pensar que a modernidade feminista liberta as mulheres, deveríamos reconhecer a realidade. As mulheres acabam recebendo duas opções:

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Trabalhar até a morte em uma perseguição sem sentido da dunya (mundo material), ou renunciar a ter uma família e morrer sozinha.

Essas são as duas únicas opções para as mulheres ocidentais. Como muitas delas notaram, você não pode ter tudo (mesmo se você considerar “ter tudo” para incluir um trabalho sem alma, por que você o faria?)

Porém, o Islam proporciona um caminho melhor, e nós nunca devemos esquecer disso.

Fonte: https://muslimskeptic.com/2019/03/14/are-we-liberated-yet-western-women-working-themselves-to-death/

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