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Obama e Biden lançaram 26.171 bombas em países islâmicos

A gestão de Obama e Biden foram desastrosas para o mundo islâmico. Milhares de mortes de civis e surgimento de grupos extremistas são consequências diretas.
  • Biden era o vice-presidente durante o governo Obama e, durante a gestão, os EUA invadiram sete países islâmicos.
  • Os ataques eram parte de um plano para combater o terrorismo, no entanto, os grupos extremistas tiveram um forte avanço com a guerra.
  • Alguns dos países invadidos pelos EUA naquele período ainda vivenciam tensões e conflitos.
  • Embora o futuro ainda seja imprevisível, Biden precisará rever alguns erros do passado, se quiser estabelecer a paz nessas regiões.

Em 2017, alguns dos principais jornais do mundo divulgaram dados sobre as operações militares que os EUA fizeram em países muçulmanos no ano anterior. Durante o ano de 2016, na era Obama, os americanos lançaram 26.171 bombas no Afeganistão, Paquistão, Líbia, Iraque, Iêmen, Somália e Síria.

Na época, o próximo presidente americano, Joe Biden, fazia parte da gestão ocupando o cargo de vice-presidente. Os números do levantamento apontam que os EUA lançaram, em média, 72 bombas por dia ao longo de 2016. 

Os acontecimentos passados deixam incertezas sobre como será o governo do presidente eleito dos EUA, que precisará lidar com outras tensões que estão em andamento no mundo islâmico e, para isto, ele deve aprender com os erros cometidos anteriormente, se quiser evitar novos conflitos.

Operações na era Obama-Biden

A gestão de Obama ficou marcada pelo retorno de muitos soldados combatentes no Iraque e Afeganistão. No entanto, os ataques aéreos aumentaram 130% em relação ao governo antecessor de George W. Bush e parte deles aconteceu graças ao uso das tecnologias de drones.

Obama entrou para a história por se tornar o presidente norte-americano a passar mais tempo em guerras ao cumprir dois mandatos completos com a nação em conflitos. Embora suas tecnologias tenham evitado a morte de seus militares, o mesmo não aconteceu com os civis dos países atacados, especialmente no Iraque e Síria, que foram os locais mais afetados pelas investidas dos EUA.

Na época, o governo americano chegou a ser pressionado sobre a morte de civis em ataques feitos por drones. Em resposta, foram apresentados dados apontando que 116 pessoas haviam morrido nessas operações. No entanto, jornalistas e defensores dos direitos humanos questionaram os números que, além de baixos, não eram verificáveis.

Na época, o presidente alegou que o uso da força militar nos países islâmicos tinha fundamento nas autorizações de 2001 e 2003 pelo Congresso para perseguir a Al Qaeda, mas o que se viu foi o avanço dos grupos terroristas, – especialmente com surgimento do Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS, ISIL, Daesh), que se propagou por outros países islâmicos e provocou atentados inclusive no ocidente.

Preocupações futuras

Após diversos fracassos na política externa, Biden ainda não firmou compromisso nos países que ainda estão sendo afetados por conflitos e tensões. Em debates nas primárias americanas, ele disse que pretende manter uma pequena presença americana na Síria. Enquanto isso, seus oficiais de campanha disseram que ele pretende se engajar nesta questão diplomaticamente, a fim de desestabilizar o poder do líder sírio Bashar al Assad.

Biden e sua vice, Kamala Harris, não reconhecem os EUA como causador de sofrimento na Síria, mas culpam Assad, a Rússia e a Turquia pelos impactos negativos da guerra.

O novo presidente também tem interesse em diminuir o número de soldados americanos no Iraque, mas é improvável que ele retire totalmente as tropas do país, pois ainda pretende auxiliar Bagdá no combate aos terroristas do Estado Islâmico e também precisa aguardar para saber quais serão os desdobramentos das recentes tensões entre os EUA e Irã.

Diminuir as tropas no Afeganistão também é algo almejado por Biden. Na gestão de Trump, os EUA entraram em um processo de pacificação com o grupo insurgente do Talibã para que as tropas americanas deixassem o país até maio de 2021. No entanto, o acordo não incluiu o governo do país e os ataques violentos ainda continuam sendo causados pelos extremistas.

O vice-presidente afegão pediu ao presidente eleito que revisse o processo de paz, por temer que uma retirada precoce das tropas americanas dê ainda mais força ao Talibã. Se fizer isto, Biden pode optar por deixar um pequeno número de tropas para controlar as ameaças terroristas da Al Qaeda e do Estado Islâmico. No entanto, em entrevista à CBS, Biden disse que não assumirá nenhuma responsabilidade se os terroristas tomarem o poder.

“Responsabilidade zero. A responsabilidade que tenho é proteger o interesse nacional da América e não colocar nossas mulheres e homens em perigo (…) isso é o que eu faria como presidente”, declarou.

Com Informações de: AlJazeera, Washington Post, The Guardian

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