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Taça de Portugal: Nacional e Moreirense caem na terceira eliminatória

Notícias do futebol português · · 2026-10-18 · CONVOCATÓRIA
Adeptos num estádio pequeno e cheio celebram com cachecóis erguidos, à luz dos holofotes
Nacional e Moreirense foram os primeiros clubes da I Liga a cair. O Benfica resolveu, o FC Porto tremeu e o Sporting teve uma noite difícil no Funchal.

A terceira eliminatória da Taça de Portugal deixou de ser uma formalidade e passou a ser o fim de semana em que dois clubes da I Liga arrumaram as malas. Nacional e Moreirense foram os primeiros a cair, e a eliminatória ainda não tinha terminado quando a imprensa portuguesa já falava em gigantes tombados.

Para os três grandes, o saldo foi misto: o Benfica resolveu sem drama, o FC Porto avançou com sustos e o Sporting teve uma noite difícil no Funchal. É o retrato de uma prova que, ano após ano, continua a ser a mais traiçoeira do calendário português.

O que a terceira eliminatória mudou

A Taça de Portugal é a única competição nacional em que um clube da I Liga pode perder a temporada num só jogo, num relvado que não conhece e contra uma equipa que joga o jogo do ano. A terceira eliminatória é, por tradição, a primeira em que os clubes da liga principal entram na prova.

Este ano, a tradição cumpriu-se. O Nacional e o Moreirense foram eliminados, e com eles desapareceu a margem de erro de dois clubes que tinham na Taça uma das poucas possibilidades de chegar a uma fase avançada. Para o resto da I Liga, o aviso é direto: não há sorteio fácil nesta fase.

A prova mantém o formato de eliminatórias a um jogo, com sorteio aberto e sem cabeças de série nas fases iniciais. Isso significa que dois clubes grandes podem encontrar-se cedo, e que um clube pequeno pode receber um grande em casa uma única vez.

Nacional e Moreirense: os primeiros gigantes a cair

O Nacional, clube da Madeira, e o Moreirense foram os dois primeiros clubes da I Liga a serem eliminados nesta edição. A imprensa descreveu-os como os primeiros gigantes a tombar, expressão que na Taça serve tanto para os grandes como para os clubes de primeira divisão que caem frente a adversários de escalões inferiores.

Nenhum dos dois pode invocar azar de sorteio. A Taça é, por desenho, a competição em que a diferença de orçamento pesa menos, porque há um jogo, um relvado e noventa minutos, e porque a equipa teoricamente mais fraca joga com a motivação de quem não tem nada a perder.

Para os dois clubes, o custo é sobretudo de calendário. Sem Taça, as semanas ficam mais leves, e a I Liga passa a ser o único palco até maio. É uma vantagem física e uma perda de visibilidade, num país onde a prova continua a encher estádios pequenos.

Benfica sem drama, FC Porto com sustos

O Benfica eliminou a Oliveirense e fê-lo com autoridade, segundo a imprensa. Para uma equipa que chega a esta fase com aspirações na liga e nas competições europeias, o cenário ideal é exatamente este: resolver cedo, gerir minutos e evitar prolongamento.

O FC Porto avançou, mas a imprensa descreveu a eliminatória como um susto, com a equipa a tremer antes de garantir a passagem. É o tipo de jogo que consome energia e que obriga o treinador a usar titulares quando preferia poupá-los.

Clubes da I Liga na terceira eliminatória
ClubeSituaçãoLeitura
BenficaPassouVitória sobre a Oliveirense, sem dificuldades segundo a imprensa.
FC PortoPassouPassagem garantida, mas com um susto pelo meio.
SportingNoite difícilTropeço no Funchal; alcance do resultado a confirmar.
NacionalEliminadoUm dos primeiros clubes da I Liga a cair.
MoreirenseEliminadoCaiu na mesma eliminatória, sem margem para repetir o jogo.

O caso do Sporting é o que exige mais cuidado na leitura. A imprensa falou de um tropeço no Funchal, sem detalhar nas peças consultadas se o clube foi eliminado ou se seguiu em frente por outra via. Até haver confirmação oficial, o dado seguro é apenas um: a eliminatória não foi resolvida com tranquilidade.

O Sporting no Funchal

Jogar na Madeira tem um custo que não aparece na ficha de jogo. A viagem, o horário, o relvado e o ambiente fazem parte de uma tradição de eliminatórias complicadas, e o Sporting entrou nessa lista esta época.

A leitura desportiva é simples: uma equipa com ambições ao título não pode gastar energia emocional numa terceira eliminatória. Quando isso acontece, o efeito aparece na jornada seguinte do campeonato, sob a forma de pernas pesadas e de substituições forçadas.

É por isso que os treinadores dos grandes insistem na mesma ideia antes destes jogos: entrar com respeito, resolver cedo e não dar ao adversário a esperança de chegar aos penáltis. Quem falha esta regra acaba a falar de arbitragem, de relvado e de calendário.

O que está em jogo no próximo sorteio

A eliminatória seguinte junta os clubes que sobreviveram a este fim de semana e volta a ser sorteada sem cabeças de série. Para os clubes pequenos, é a possibilidade de receber um grande em casa; para os grandes, é o risco de uma viagem longa a meio de uma semana europeia.

É também o momento em que a prova deixa de ser uma curiosidade de outubro e passa a ocupar espaço nos planos de treino. Quem ainda está na Taça tem de decidir se poupa titulares ou se assume a competição como objetivo, e essa decisão costuma definir a época de clubes de dimensão média.

O que a Taça muda no calendário da I Liga

Com a eliminação de dois clubes da I Liga, o mapa da próxima eliminatória fica mais estreito e o sorteio ganha peso. As equipas que continuam na prova passam a ter uma semana com dois jogos, e é aí que as lesões e o cansaço começam a decidir classificações.

Para o campeonato, o efeito é indireto mas real. O FC Porto lidera com 24 pontos após oito jornadas, com 20 golos marcados e 4 sofridos, seguido do Benfica com 19 pontos e do Sporting com 18, os mesmos do Santa Clara, que tem 12 golos marcados e 4 sofridos. Cada jogo a mais na Taça mexe com esta contagem, porque retira frescura a quem tem de jogar de três em três dias.

  • Confirmar o sorteio da próxima eliminatória, que define viagens e desgaste.
  • Verificar o estado físico dos internacionais, que regressam das seleções no meio destas semanas.
  • Distinguir eliminatória decidida de eliminatória adiada, porque o calendário não espera.
  • Contar os clubes da I Liga ainda em prova, indicador direto da dureza do sorteio.
  • Acompanhar os clubes de escalões inferiores que sobrevivem, porque são eles que fazem a prova.

A Taça de Portugal não decide o campeão, mas decide o estado de espírito de um clube em outubro. O calendário da I Liga já é apertado por si; com a Taça pelo meio, cada semana passa a ter consequências.

Na CONVOCATÓRIA seguimos a prova jogo a jogo, com resultados confirmados e sem inventar marcadores que ninguém viu. O que está apurado nesta eliminatória é isto: dois clubes da I Liga já saíram, o Benfica passou sem drama e o Sporting teve uma noite para esquecer no Funchal.