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Há muçulmanos cometendo Idolatria? – Sheykh Ahmad Sharif

Sheikh Ahmad Sharif al Nasan nasceu em 1954 na região de Al-Bab (ao lado de Aleppo, na Síria), onde recebeu uma educação piedosa, sob o olhar atento de seus pais.

Ele memorizou o Alcorão muito jovem e estudou em sua cidade natal até o colegial, logo ele pôde entrar na faculdade de Sharia de Damasco dando aulas de educação islâmica na escola (em Al-bab e Aleppo) e fazendo a khutbah de sexta-feira.

Entre ensinando (al-fiqh, al-tafsir, al-aqidah …) Assessoria jurídica (al-ifta) e khutbah de Jumu’a (Nas Mesquitas Abu Bakr al Siddiq de Al-Bab e Grande Mesquita de Aleppo Saidina Zakariya), Sheikh al Nasan também se dedicou assiduamente ao caminho espiritual (al-Suluk), desfrutando do aprendizado primeiro com o Sheikh Abd Al-Qadir Isa (que Allah tenha misericórdia) e agora com Sheikh Ahmad Fathullah Jamiyy (que Allah o preserve).

Pergunta:

Parece haver um grupo de pessoas por aí, que não gostam que reverenciemos (al-ta’dhim) o Mensageiro de Allah (s.a.w.s), por medo de cair no politeísmo e na idolatria em semelhança às comunidades que nos precederam. Temem assim, que reproduzimos o que perpetraram os cristãos, quando afirmaram que Issa [Jesus] (a.s) era filho de Allah, e os judeus, quando afirmaram a mesma coisa a respeito de Uzayr [Esdras] (a.s) e o politeístas (al-mushrikun), em relação aos anjos. Esse medo levou-os a impedir todos os caminhos possíveis contra as reverência manifestadas ao nosso mestre, o Mensageiro de Allah (s.a.w.s).

Resposta:

Ó irmãos muçulmanos, eu me volto para esses irmãos pedindo-lhes para se acalmarem, e eu juro por Allah, essa comunidade nunca irá cometer politeísmo alguma vez associando qualquer coisa com Allah (com a ajuda de Allah, o Altíssimo) e estas palavras não são minhas, mas as palavras do Mensageiro de Allah (s.a.w.s) que, como Al Bukhari e Muslim relataram em suas compilações de autênticos ditos de acordo com Uqbat Ibn Amir (que Allah esteja satisfeito com ele) disse:

“Um dia o Profeta (s.a.w.s) saiu para a oração fúnebre (salat janaza) para as vítimas da batalha de Uhud. Depois de orar, ele foi até o “minbar” (púlpito) e disse: “É verdade que eu vos precederei (no outro mundo), no qual serei uma testemunha para vocês. Eu juro por Allah que no momento que vos falo, eu vejo minha lagoa ‘al-hawdh’ (uma lagoa que Allah dará ao Profeta Muhamad [s.a.w.s] no dia do Juízo, que surgirá na terra e será abastecida pelas águas do rio Kawthar que está no Paraíso). Recebi as chaves dos tesouros deste mundo, ou as chaves deste mundo, e juro por Allah que não temo para vocês o politeísmo depois de ter-lhes deixado, mas temo que possam competir por este mundo.”

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E em outra versão de acordo com Muslim:

O Mensageiro de Allah (s.a.w.s) cumpriu a oração fúnebre para as vítimas de Uhud, e em seguida, subiu ao púlpito como se fosse despedir-se aos vivos e aos mortos e disse: “É verdade que eu avanço para o acesso a lagoa (al-hawdh) seu comprimento é a distância entre Aylah e Al juhfah. Não temo o politeísmo para vocês depois de minha partida, mas temo por vocês este mundo, que vocês compitam por ele, que vocês se matem e que pereçam como aqueles que vos precederam pereceram.”

Uqbah disse que esta foi a última vez que ele viu o Profeta (s.a.w.s) falar do minbar.

Isto significa que este hadith é um dos últimos pronunciados pelo Mensageiro de Allah (s.a.w.s). E o Profeta (s.a.w.s) jura por Allah que não teme por nós politeísmo depois de sua partida, e você diz que teme que a comunidade caia na idolatria? Mas em quem temos fé? E que nos perdoe nosso mestre, o Mensageiro de Allah (s.a.w.s) que tal comparação possa ser feita.

Em quem nós confiamos oh irmãos? Sem a menor dúvida ou hesitação ao mensageiro de Allah (s.a.w.s) que “Não fala por capricho. Isso não é senão a inspiração que lhe foi revelada” [53:03/04]

Por esta razão nós dizemos a estes irmãos que eles podem dormir pacificamente e ter confiança, porque esta comunidade nunca adorará ninguém fora Allah, o Único depois da missão de nosso mestre, o Mensageiro de Allah (s.a.w.s) e isto de acordo com o que o Mensageiro de Allah (s.a.w.s) anunciou. Por medo desta comunidade que é reduzida a luta por coisas deste mundo, o que levará à sua destruição como aqueles que o precederam.

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Ó queridos irmãos, transmita a esses irmãos as palavras do escolhido “al-Mustafa” (s.a.w.s) que disse:  “É verdade que não temo a idolatria para vós depois de mim”. Diga que eles não podem estar mais atentos à comunidade do que o nosso mestre, o Mensageiro de Allah (s.a.w.s) e que somos nós que mais tememos por eles em cometer um dos grandes pecados…

Menciona-se na compilação de ahadith autênticos de Muslim (Sahih Al Muslim), no capítulo intitulado Bab bayan hal Iman man qala li akhih al muslim ya kafir (O capítulo do esclarecimento sobre o estado de Fé do que declara o seu irmão como incrédulo), de acordo com Ibn Omar (r.a) o Profeta Allah (s.a.w.s) disse: “Se um homem declara seu irmão incrédulo, então um deles será amaldiçoado”.

E em outra versão de acordo com Muslim, que significa:  “Quem declara seu irmão incrédulo, então um deles será amaldiçoado: para o acusado se tal for seu estado, e se não for, para aquele que o acusou.”

E em uma terceira versão também de acordo com Muslim, que significa:  “Aquele que declara alguém como um incrédulo ou inimigo de Allah, se esse não for o caso, serão para ele essas designações.”

Pois de modo algum é permitido a um muçulmano dizer que seu irmão é incrédulo enquanto ele cumpre a oração, orientada para Meca (qibla), e come nossa carne. Isso nas palavras do Mensageiro (s.a.w.s) no hadith narrado pelo Imam Al Bukhari em sua compilação de tradições autênticas, segundo nosso Professor Anas Ibn Malik (r.a): O Mensageiro de Allah (s.a.w.s) disse: “Quem cumpre a nossa oração, orientado para Meca e come a nossa carne, então é muçulmano, sob a proteção de Allah e do seu Mensageiro, então não traia a Allah em sua proteção.”

E em outra versão de acordo com Al Nassai:  “Quem realiza a oração, orientada para Meca e come nossa carne, então é muçulmano. 

O amaldiçoamento ao muçulmano é um ato extremamente sério do qual devemos nos afastar e nos abster. Considerem os sábios que agem de acordo com seu conhecimento e a maneira pela qual eles temiam essa perigosa questão. Quando eles falaram sobre as causas que levaram à descrença (al-mukaffirat) eles disseram: “Aquele que faz tal coisa será então considerado incrédulo” de acordo com uma sintaxe construída para o passivo (al-mabni bi al-majhul) temendo que lhe possa ser devolvido o qualificativo. E certamente, não é considerado como uma causa que leva à descrença de qualquer ato ou propósito.

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Ó irmãos, transmita a esses irmãos a palavra de Allah, o Altíssimo:“E não profiras falsidades, dizendo: Isto é lícito e aquilo é ilícito, para forjarem mentiras acerca de Allah. Sabei que aqueles que forjam mentiras acerca de Allah jamais prosperarão. [16:116] 

Foram proibidos de dizer “isso é legal e isso é ilegal” sem conhecimento, então como alguém poderia incredulizar ou acusar de idolatria um homem muçulmano, crente, por causa de uma palavra ou ato que ele considera prova suficiente? 

Por Allah, esse é o grande pecado!

Em conclusão, não tema por essa comunidade que irá rever seu Mensageiro (s.a.w.s) cair em idolatria, descrença ou inovações religiosas, porque a beleza do Mensageiro de Allah (s.a.w.s) é cercada pela magnificência do Altíssimo, assim como seus milagres estão sob proteção divina e tutela, e Allah o preserva de se tornar o objeto de qualquer adoração em Seu lugar. [2]  

[1] Esta comunidade também é conhecida sob o nome de ummat al- tawhid (Comunidade da Unicidade Divina) e seu Profeta (s.a.w.s) sob o nome de Imam al-Muahidin (Imam dos Unitários) e é preservado por Allah de ser adorado em Seu lugar.

[2] Aqui, o Sheikh provavelmente se refere ao hadith autêntico narrado por Abu Daud, Al-Baihaqi, Al Tabari e outros, em que o Profeta (s.a.w.s)  dirigindo-se à Allah disse: “Ó Allah não faz do meu túmulo um ídolo que é adorado em Seu lugar”.  E sabemos que a súplica dos profetas são aceitas (mustajab). Também em outro hadith, o Profeta Issa [Jesus] (a.s) se recusa a interceder por quem o pede, e diz para se justificar: “Eu fui adorado no lugar de Allah, vá para Muhammad” , significando que Saidina Muhammad (s.a.w.s) não foi (adorado no lugar de Allah) …

Fonte: https://fiqh-maliki.blogspot.com/2012/11/la-comunidad-al-ummah-protegida-contra.html?fbclid=IwAR0mAIL36MAfodOHqJa7_0wRrTKtY-8hwPeDOCwQ5gAarbiNE8uPPxmm2mk

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