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Fitra: Como o Islam Explica a Inocência das Crianças

  • O Islam afirma que as crianças já nascem naturalmente  com uma pré-disposição ao monoteísmo.
  • No entanto, elas também carregam a capacidade de aceitar ou rejeitar a revelação de Allah.
  • Quando ainda são pequenas, elas não respondem por nenhum pecado; apenas quando chegam à fase adulta.

O Islam acredita que os homens nascem em um estado de pureza, carregando consigo a capacidade de aceitar ou rejeitar o decreto de Allah. Essa inocência que as crianças possuem é conhecida como “fitra” e pode ser traduzida para o português como “natureza inata” ou “disposição natural”. 

Enquanto está nesse estado, a criança é naturalmente monoteísta, pois sua natureza está totalmente integrada ao decreto divino. No entanto, sua socialização faz com que ela associe parceiros a Allah ou não acredite em Deus.

Fitra na Revelação Islâmica

No Alcorão em árabe, a palavra “fitra” é usada para se referir a “qualidade inata”: 

“Então, ergue tua face para a religião, sendo monoteísta sincero. Assim é a natureza feita por Allah - segundo a qual ele criou os homens. Não há alteração na criação de Allah. - Essa é a religião reta, mas a maioria dos homens não sabem.” (Alcorão, 30:30)

Ou seja, a fitra está originalmente ligada ao monoteísmo e, embora os teólogos sunitas acreditem que isso não necessariamente significa que as crianças sejam muçulmanas, elas estão sendo guiadas por Deus.

“Abu Huraira relatou: O Profeta, que a paz e as bênçãos estejam com ele, disse: “ Nenhuma criança nasce a não ser por sua natureza inata. Seus pais o tornam um judeu, cristão ou mago. Quando um animal faz o parto de uma criança com os membros intactos, você detecta alguma falha?” Então, Abu Huraira recitou o versículo, “ A natureza de Allah sobre a qual ele colocou as pessoas” (30:30).” (Sahih al-Bukhari 1292)

Portanto, se uma criança morre, ela pode ter o rito de uma oração fúnebre islâmica, mesmo que os seus pais não fossem muçulmanos ou tivessem cometido pecados muito graves, pois, ainda assim, a criança continua inocente de qualquer coisa.

“Ibn Shihab disse: ‘A oração fúnebre deve ser oferecida a cada criança, mesmo que seja filho de uma prostituta, pois nasceu com uma inclinação natural para o Islam. Se seus pais são muçulmanos, ou apenas seu pai e mesmo se sua mãe praticava outra prática que não o Islam, e se ele chora após o parto antes de sua morte, sua oração fúnebre deve ser feita. Se a criança não chorar após o parto, sua oração fúnebre não deve ser feita e ela será considerada um aborto espontâneo.’ ” (Sahih Muslim 2658)

O Princípio da Responsabilização

A partir do momento em que a criança se torna adulta, ela começa a responder pelos próprios pecados. Nessa fase, Allah pode lhe enviar a Verdade, isto é, ela pode conhecer a mensagem dos profetas e ter contato com o Islam. Se ela testemunhar o que é dito pela Revelação e compreender que tem a responsabilidade de seguir o Islam, ela se torna responsável pela sua escolha.

Se alguém entender que o Islam é a mensagem verdadeira, mas optar por não se tornar muçulmano para não desagradar os pais, para honrar alguma tradição do seu povo ou por qualquer outro motivo, Allah fará com que ela preste contas a respeito disso no Dia do Juízo final e a salvação lhe será negada.

“Quando lhes é dito: ‘Segui o que Deus revelou!’ Dizem: ‘Qual! Só seguimos as pegadas dos nossos pais!’ ‘Segui-las-iam, ainda que seus pais fossem destituídos de compreensão e orientação?’ ” (Alcorão, 2:170)

No entanto, é preciso dizer que há diferenças entre conhecer e compreender o Islam. Se a pessoa só ouviu falar de muçulmanos que praticam o mal, não respeitam os outros, espalham coisas ruins pelo mundo e acha que a religião os ensina a fazer isso, é provável que ela não tenha entendido corretamente a mensagem de Allah ou que ela sequer tenha conhecido o que ela diz de fato.

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