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Extremista Cristão mata duas pessoas na França e imprensa ignora

O assassino disse que estava “punindo os incrédulos”. O caso não gerou a mesma comoção de crimes semelhantes em que os autores eram muçulmanos.
  • Na cidade de Cholet, na França, um homem católico matou duas pessoas e feriu uma terceira ao afirmar que elas eram incrédulas.
  • O homem afirma ser um profeta de Deus e possui histórico de manter discurso de ódio contra “incrédulos e judeus”.
  • O caso não atraiu atenção da mídia internacional e foi divulgado somente por jornais locais.

Um extremista religioso católico matou duas pessoas e feriu uma com uma arma perfurante nas ruas da cidade de Cholet, na França, durante a tarde do último sábado (6/11). O caso foi divulgado pela agência de notícias francesa AFP, mas teve pouca repercussão em comparação a outros casos semelhantes ocorridos neste ano na Europa em que os criminosos eram muçulmanos. 

A motivação do crime foi religiosa. O homem preso tem 35 anos e se define como “um profeta comissionado pelo Deus católico para punir os incrédulos”. Ele perambulou pelo bairro que mora e atacou um casal de idosos. O homem de 83 anos morreu, já a mulher de 81 sobreviveu e está fora de risco. 

Após o ataque, o homem voltou para casa para se limpar e, neste momento, relatou ter recebido uma segunda missão. Em seguida, ele atravessou a rua e atacou uma terceira vítima com chutes na cabeça até a morte. O criminoso teria usado um objeto pontiagudo no crime, mas a arma não foi encontrada pela polícia. Relatos policiais afirmam que ele estava descalço e carregava um crucifixo no pescoço.

O extremista já tinha passagem pela polícia por pequenos crimes. É dito que ele recebia acompanhamento psiquiátrico. Informações iniciais apontam que a razão dos cuidados seria devido a um emprego do qual ele foi demitido em 2018, no entanto, desde julho ele estava desassistido. 

Os investigadores estão apurando para ver se ele possui alguma ligação com grupos religiosos ou místicos. Até o momento, foi averiguado que ele tem histórico em manter discurso de ódio contra “incrédulos e judeus”.

O Ministério Público francês disse que o crime não se constitui como ato terrorista, mas condenou o criminoso à prisão perpétua.

Repercussão 

O caso foi pouco noticiado fora da França, sendo divulgado somente por pequenos sites de notícias de outros países. 

No entanto, acontecimentos semelhantes ocorridos neste ano, em que os autores dos crimes eram muçulmanos, foram amplamente divulgados pela imprensa em todo mundo e condenados pelas principais autoridades francesas, incluindo o presidente Emmanuel Macron, que utilizou os crimes como pretexto para fechar mesquitas, interrogar crianças, dissolver instituições islâmicas filantrópicas e acusar os muçulmanos de fazerem um movimento político separatista.

O assassino de Cholet não é o primeiro a cometer um crime motivado pelo extremismo religioso ou intolerância religiosa neste ano. Em outubro, duas francesas atacaram com golpes de faca duas mulheres muçulmanas de origem argelina que estavam acompanhada de crianças próximo à Torre Eiffel, em Paris. Uma delas chegou a ser esfaqueada seis vezes e teve o pulmão perfurado, mas se recuperou e está fora de perigo.

Com informações de: AFP e France Info 

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