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A Invenção da História Mundial – Como muçulmanos ajudaram a catalogar a história da Humanidade

Para a maior parte da história, povos, culturas e grupos religiosos diferentes viveram de acordo com seus próprios calendários. Então, no século XI, um sábio persa tentou criar uma linha do tempo única e universal para toda a humanidade.

Hoje é tido como certa que a ‘história mundial’ existe. Muçulmanos, judeus e chineses, cada um tem seus próprios calendários e celebram seu próprio Ano Novo. Mas para a maioria dos assuntos práticos, incluindo o governo, comércio e ciência, o mundo emprega um calendário comum único. Graças a isso, é possível imediatamente traduzir datas do calendário chinês, romano, grego ou maia para o mesmo sistema cronológico que está na base das histórias do Vietnã ou da Austrália, por exemplo.

Esse calendário global único permite-nos localizar eventos em qualquer lugar de uma mesma linha do tempo. Sem isso, comparações temporais entre culturas e tradições seriam impossíveis. Não é exagero dizer que esse entendimento comum do tempo e nosso sistema de calendário comum são as chaves da história mundial.

Não foi sempre esse o caso. A maioria dos países, culturas ou grupos religiosos viveram de acordo com seus próprios calendários. Cada um designava seu próprio ponto de partida por época histórica, seja a Criação, Adão e Eva ou algum evento mais tardio como o Dilúvio bíblico. Até mesmo quando eles reconheciam um ponto comum no tempo, como fizeram ambos gregos e persas com o nascimento de Alexandre, o Grande, eles diferiram quanto a quando o evento aconteceu.

Os gregos antigos foram pioneiros no estudo sistemático da história e, mesmo hoje, Heródoto (c.484-425 a.C.) se evidencia por sua curiosidade onívora sobre outros povos e culturas. Por todas as suas Histórias ele regala seus leitores com coisas exóticas coletadas de suas viagens e pesquisas extensas. Ele explica como cada cultura preserva e protege sua própria história. Ele relata admiradamente como os egípcios mantiveram listas de seus reis datando de 341 gerações atrás. Sua implicação é que todos os costumes e tradições são relativas. Porém por duas razões o mente aberta Heródoto, a quem Cícero chamou de ‘o Pai da História’, parou de perguntar como se poderia coordenar ou integrar os sistemas egípcios e gregos de tempo e história, ou aqueles de quaisquer outros povos.

Visões paroquiais

Mapa mundi de al-Biruni. © akg-images.

Por todo o seu interesse em povos e culturas diversas, Heródoto escreveu para uma audiência grega. A estrutura de suas Histórias permitia amplo espaço para digressões que informariam ou divertiriam seus leitores, mas conceitos diferentes de tempo não estavam entre elas. Heródoto e outros gregos da Era Clássica estavam curiosos sobre o mundo maior, mas ultimamente seu assunto foi Grécia e eles permaneceram contentes de ver o mundo através de seu próprio calendário. O mesmo poderia se dizer quanto aos outros povos do mundo antigo. Cada um era tão imerso nas particularidades de sua própria cultura que nunca teria ocorrido para eles de pesquisar o como outros povos enxergariam o tempo histórico. Heródoto chegou mais perto de perceber a necessidade de uma história mundial do que qualquer um antes dele.

Outros pensadores antigos chegaram tão perto como Heródoto, mas não além. O historiador romano Políbio (200-118 a.C.) escreveu o que ele chamou de História Universal, englobando muito do Oriente Médio, mas ele passou por cima de conceitos diferentes de história e tempo. Em vez disso ele enfurnou todas as datas na unidade de quatro anos das Olimpíadas. Isso tornou suas datas inteligíveis aos romanos e gregos mas ininteligível para quem mais que seja. Semelhantemente, o historiador judeu Josefo (37-100 d.C.) tomou como seu assunto a interação de judeus e romanos, dois povos com entendimentos de tempo marcantemente diferentes. Tendo ele mesmo desertado para o lado romano, empregou a cronologia romana por toda a sua Guerra Judaica e Antiguidades dos Judeus e não sentiu necessidade de correlacionar aquele sistema com o calendário dos judeus.

Essa, então, era a situação no ano 1000, quando um sábio desconhecido da Ásia Central de Kath no extremo oeste do Uzbequistão moderno confrontou o problema da história e tempo. Abu Raihân Muhammad al-Bîrûni (973-1039) foi uma figura improvável de assumir uma tarefa tão abstrusa. Só com 29 anos, ele tinha escrito meia dúzia de papéis sobre astronomia e geodésicas. Ele também se envolveu em um intercâmbio vitriólico em Bukhara com o jovem Ibn Sînâ (Avicena), que mais tarde ganhou fama por seu Cânone de Medicina. Mas al-Bîrûni era um estranho para a história e nunca tinha estudado as muitas culturas estrangeiras que desenvolveram seus próprios sistemas de tempo. Pior, ele perdeu vários anos fugindo de uma onda de agitação civil que varreu a região. Felizmente para ele, um governante exilado de Gorgan perto do Mar Cáspio conseguiu reivindicar seu trono e convidou o jovem cientista promissor a vir e adornar sua corte. Quando aquele governante, Qabus, pediu a al-Bîrûni para prover uma explicação ‘quanto às eras usadas por diferentes nações, e quanto às diferenças de suas raízes, isto é,… dos meses e anos em que são baseados’, al-Bîrûni não estava em posição de dizer não.

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Al-Bîrûni logo acumulou textos religiosos e históricos dos egípcios antigos, persas, gregos e romanos e então colheu informações de muçulmanos, cristãos e judeus. Sua contagem do calendário e festivais judaicos anteciparam aquelas do filósofo judeu Maimônides por mais de um século. Ele também reuniu evidências quanto à medição de tempo e história de povos e seitas menos conhecidos da Ásia Central, incluindo seu próprio povo, os corásmios, um povo pérsico com seu próprio sistema de calendário. Na sua pesquisa ele recorreu a seu conhecimento de línguas, incluindo o persa, árabe e hebraico, assim como ao seu corásmio nativo. Para outros ele confiou em traduções de informantes nativos.

Numa decisão que fez seu livro tão inacessível ao leitor comum como valioso para especialistas, al-Bîrûni incluiu uma quantidade esmagadora de detalhes de todas as histórias e sistemas de calendário. Os únicos excluídos foram os da Índia e da China, sobre os quais ele confessa que careceu de dados escritos suficientes. Tão detalhista era al-Bîrûni que sua Cronologia dos Povos Antigos permanece como a única fonte para muitos dados inestimáveis sobre povos tão diversos como os árabes pré-islâmicos, seguidores de vários ‘falsos profetas’ e mesmo os persas e judeus.

Al-Bîrûni poderia ter facilitado para seu leitor se ele tivesse apresentado tudo de uma só perspectiva: a sua própria. Mas essa não era a maneira. Diferente de Heródoto, que no fim aderiu a uma perspectiva grega, ou os escritores persas que aplicavam sua própria medida cultural para qualquer um, al-Bîrûni começou com a suposição que todas eram iguais. Um relativista do relativista, ele ultrapassou todos que o precederam na amplitude de sua perspectiva. Quem além de al-Bîrûni faria questão de contar aos leitores que ele entrevistava hereges?

Não é surpreendente, dado seu pano de fundo. A Corásmia hoje é tudo menos conhecida. Mesmo há 1000 anos atrás era uma terra de oásis irrigados e cidades prósperas, que ficaram ricas com o comércio direto com a Índia, o Oriente Médio e a China. A cidade natal de al-Bîrûni, Kath, era povoada por muçulmanos, zoroastristas, cristãos e judeus, assim como comerciantes de toda parte da Eurásia, inclusive hindus do Vale Indus. É improvável que qualquer parte da massa de terra euroasiática naquele tempo gerou mais pessoas que aceitaram o pluralismo como um fato do que a Ásia Central em geral e a Corásmia em particular.

Tivesse al-Bîrûni feito somente essa afirmação, é de se duvidar que lembraríamos de sua Cronologia hoje. Mas ele não o fez e por uma razão importante. Qabus deixou claro que ele queria um sistema de tempo único e simples, para que então ele não tivesse que cosultar múltiplos livros. Ele também queria um que pudesse ser aplicado para negócios e comércio, assim como para a história nacional e folclore. Nessa parte, al-Bîrûni foi feliz de reconhecer que povos diferentes enxergam o tempo diferentemente, mas ele insistiu que havia uma base objetiva para avaliar cada sistema, nomeadamente a duração precisa do dia, mês e ano como medido pela ciência. Um astrônomo e matemático, al-Bîrûni apresentou meticulosamente a melhor evidência científica do comprimento das unidades de tempo principais e recalculou toda data registrada em todo sistema em termos da sua medida nova e autônoma.

Bagunça desconcertante

Mal ele lançou seu projeto monumental, já se encontrou em uma bagunça desconcertante. ‘Toda nação tem seu [sistema de] eras próprio’, ele escreveu, e ninguém coincidia. A confusão começa, ele demonstrou, com a falha de alguns povos – notavelmente os árabes – de entender que o único jeito preciso de medir um dia é no meridiano: ao meio-dia ou meia-noite. Erros em medir um dia em diferentes culturas criaram meses e então anos de comprimentos diferentes. O resultado é uma balbúrdia sem esperanças.

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Al-Bîrûni agitou-se pela incompetência absoluta que ele encontrou nesse ponto crucial. Então se voltou para a maneira com a qual diferentes povos datam o início do tempo histórico e sua raiva se tornou apoplexia. ‘Tudo’, ele troveja, ‘o conhecimento do que está conectado com o começo da criação e com a história das gerações passadas, é misturado com falsificação e mitos.’ Como podem povos diferentes datar a criação como sendo há 3000, 8000 ou 12000 anos atrás? Até os judeus e cristãos estão em desacordo, com ambos seguindo sistemas de tempo que são ‘obscuridade por si mesmos’.

Em um adendo esplêndido, al-Bîrûni sugere que alguns dos erros podem ser traçados a diferenças entre textos bíblicos. Para os judeus ele é perdoador: ‘Não pode ser achado estranho que se encontre discrepâncias com povos que várias vezes sofreram tanto como cativos e com a guerra como os judeus.’.Mas os cristãos, por terem tentado mesclar os sistemas judaico e grego, trouxeram um caos inexcusável.

Al-Bîrûni não é mais gentil com árabes e muçulmanos. Mas enquanto muçulmanos, cristãos e judeus debatem suas datas diferentes para Adão e Eva e o Dilúvio bíblico, os persas, considerados como não menos inteligentes, negam que o Dilúvio tenha acontecido. Al-Bîrûni admite que os árabes pré-islâmicos pelo menos basearam seu calendário nas estações, mas seu sistema ficou sem os persas zoroastristas. Quando ele se deparou com um escritor árabe: ‘que era… muito prolixo… na superioridade dos árabes quanto aos persas’, ele opinou: ‘não sei se ele era realmente ignorante ou só fingiu sê-lo.’

Tais coisas ridículas permeiam a Cronologia de al-Bîrûni. Às vezes é direto, embora ainda mais sarcástico quando indireto. De tabela em tabela ele lista os intervalos entre os maiores eventos mundiais de acordo com as várias religiões e povos. Típica é sua tabela para datar as vidas de Adão e Eva, que ninguém poderia tomar isso senão como pura tolice. Em todo lugar, ele conclui, ‘a história está misturada com mentiras’, como são todas as culturas da humanidade. Em uma passagem condenatória, al-Bîrûni lista o que cada religião e povo proíbe, indicando o capricho e total tolice da maioria das leis pelas quais as pessoas buscam ordenar suas vidas.

Conhecimento fundamentado

Calendário mecânico de al-Biruni, manuscrito do século XIII. © akg-images.

Buscando a causa de tal absurdo, al-Bîrûni aponta para a recusa quase universal de basear o conhecimento na razão. Não é só a irrazão do astrólogo, ‘que é tão orgulhoso de sua ingenuidade’, mas de todos os povos e culturas do mundo. Os únicos a escaparem da ira de al-Bîrûni foram os gregos, a quem ele descreve como ‘profundamente imbuídos e hábeis em geometria e astronomia e eles aderem tão estritamente a argumentos lógicos que estão longe de recorrerem às teorias daqueles que derivam a base de seu conhecimento da inspiração divina.’

Al-Bîrûni levou sua dúvida a sua conclusão lógica. Uma diferença principal entre os sistemas de calendários competidores está no jeito de contar – ou falhar de contar – pelo fato de que um ano astronômico é de 365 dias e seis horas. Assumir qualquer outro comprimento – falhar, por exemplo, adicionando um quarto a mais no dia – causa todas as festas e feriados a migrarem no tempo gradualmente através do ano. É por isso que o mês de jejum dos árabes pré-islâmicos era fixo no calendário, enquanto o ramadã agora se move pelo ano. Ambos os problemas podem ser retificados adicionando ao calendário de 365 dias um dia extra a cada quatro anos, ou ‘ano bissexto’.

Chamado ‘intercalação’, o simples processo se tornou um teste decisivo pelo qual al-Bîrûni mediu a seriedade intelectual de todas as culturas. Ele elogiou os egípcios, gregos, caldeus e sírios pela precisão de suas intercalações, que chegavam a segundos. E foi menos generoso com os judeus e cristãos nestorianos, ainda que seus sistemas de intercalação eram amplamente copiados. Ele notou que para fixar suas datas comerciais e feriados, os árabes pré-islâmicos adotaram dos judeus seu sistema primitivo de intercalação. Muhammad rejeitou isso, dizendo que ‘a intercalação é só um acréscimo de infidelidade, pelo qual os infiéis levam as pessoas a se perder’. Com franqueza espantosa, al-Bîrûni fez saber sua visão de que isso foi somente um erro do Profeta Muhammad de rejeitar o ajuste do ano para refletir a realidade astronômica. Escondendo-se cuidadosamente detrás das palavras de outro autor, al-Bîrûni concluiu que essa decisão por Muhammad, baseada no Alcorão em si, ‘causou muito dano às pessoas’. Alguns ajustes posteriores foram feitos, mas eles falharam em se endereçar ao problema central. ‘É espantoso’, ele fulminou, ‘que nossos mestres, a família do Profeta, deram ouvidos a tais doutrinas.’

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Direções da reza

Esta foi apenas um dos empreendimentos de al-Bîrûni em território extremamente sensível. Em outro adendo, ele considera o costume islâmico de direcionar as rezas para a localização de Meca, chamado pelo termo de qibla. Depois de notar que os muçulmanos inicialmente rezavam para Jerusalém, ele observou laconicamente que os maniqueístas rezam para o Polo Norte e os harranianos para o Polo Sul. Assim armado, al-Bîrûni ofereceu sua conclusão citando favoravelmente um maniqueísta que argumentou que ‘um homem que reza para Deus não precisa de qibla absolutamente’.

Depois dessas divergências, al-Bîrûni voltou à sua tarefa central. Ele sabia que o intercâmbio comercial requeria um sistema comum de datar eventos e que todas as interações entre os povos requerem um sistema comum com o qual se apura a passagem do tempo. Movendo de descrição para prescrição, ele estabeleceu passos pelos quais a bagunça criada pela religião e mitologias nacionais poderiam ser corrigidas, ou ao menos aliviadas. Seu método era criar um meio de converter datas de um sistema a outro. Al-Bîrûni o apresentou na forma de um grande gráfico circular ou tabela, que ele chamou de ‘tabuleiro de xadrez’, mostrando as eras, datas e intervalos de acordo com cada cultura. Qualquer um que fosse ‘mais do que um iniciante em matemática’ poderia manipular o tabuleiro de xadrez para traduzir de um sistema ao outro. O método, ele se vangloriou, poderia ser útil tanto para historiadores quanto para astrônomos.

Al-Bîrûni era tão impaciente como era hiperativo. Mal terminava sua tarefa que ele já corria de volta a sua nativa Corásmia para medir os próximos eclipses e buscar financiamentos para projetos maiores.

Não sabemos se al-Bîrûni conseguiu manter uma cópia de sua Cronologia e a calculadora de toda a história humana. Os originais sem dúvida permaneceram com Qabus. Não há razão para pensar que ela ganhou disseminação ampla, mesmo no mundo islâmico. Se uma cópia alcançou o Ocidente antes do século XIX, seguiu desconhecida para os sábios e não traduzida. Até que um erudito de Leipzig chamado Edward Sachau achou uma cópia e a traduziu para o inglês em 1879, a Cronologia de al-Bîrûni foi quase totalmente esquecida. Hoje, três cópias ligeiramente diferentes são conhecidas, uma em Istambul, uma em Leiden e uma terceira, profusamente ilustrada, na biblioteca da Universidade de Edinburgo. Esforços têm sido empreendidos tanto no Reino Unido quanto no Uzbequistão para combinar todas as três numa edição moderna.

Antes da aparição da Cronologia de al-Bîrûni não havia nenhuma história universal. Nem poderia ter sido escrita, porque não existia uma matriz unificada para medir o tempo que se extendia através das religiões e civilizações. O calendário de al-Bîrûni foi o primeiro sistema de calendário global e logo a ferramenta essencial para a construção de uma história global integrada.

Fundamentando seu conceito de história humana no firmamento sólido da astronomia e razão, al-Bîrûni deu a todos os povos do mundo um método simples de fixar datas num único sistema de calendário. Até poucas décadas mesmo, os pensadores aplicavam o conceito de uma história universal a qual a Cronologia das Nações Antigas de al-Bîrûni abriu o caminho.

O cientista de Cambridge, C.P. Snow, entregou sua palestra famosa da Rede sobre “As Duas Culturas” em 1959. Sua crítica do aprendizado moderno chamou atenção para o que ele viu como o rompimento da comunicação entre a ciência e as humanidades. A despeito das várias gerações de historiadores buscando fundamentar seu trabalho mais solidamente no método científico, a fenda persiste.

Abu Raihân Muhammad al-Bîrûni, escrevendo a mil anos atrás, emitiu o mesmo protesto. Ainda que, diferente de Snow, esse pensador de 29 anos da Ásia Central não somente criticou a ausência total de pensamento racional e científico na história e ciências sociais, mas fez mais do que qualquer um antes dele em corrigir essa omissão. Junto com Pitágoras, ele cria que “as coisas são números”. Aplicando essa máxima, ele abriu caminho para um conceito de história universal que se fosse antes seria impossível e combinado com a “Duas Culturas” de uma maneira que ainda merece nossa admiração.

Fonte: http://www.historytoday.com/s-frederick-starr/invention-world-history

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