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É permitido fazer Dhikr (recordação) apenas dizendo o nome de Allah?

Foi perguntado:

É permissível fazer dhikr dizendo o nome de Allah sozinho, isto é, dizer “Allah Allah Allah” sem nenhuma frase de acompanhamento, tipo, dizer “subhânAllah, al-hamdu lillah, Allahu Akbar, lâ ilâha illAllah”? Há algum consenso entre os ‘ulamâ’ nesse assunto? Se não, quais sábios proeminentes aprovaram ou desaprovaram isso?

Resposta:

Asta’idhu billah, Bismillah al-Rahmân al-Rahîm:

{Dize-lhes, em seguida: ALLAH! e deixa-os, então, entregues às suas tagarelices.} (6:91).

{Não é, acaso, certo, que à recordação de ALLAH sossegam os corações?} (13:28).

De Abu Sa’îd al-Khudri, o Profeta Muhammad disse (s.a.w.s.):

“Não há quem mencione ALLAH que fique sem que os anjos os envolvam, que a misericórdia os cubra, que a tranquilidade desça sobre eles e ALLAH os menciona para aqueles que estão com Ele.” (Muslim, at-Tirmidhi)

De Abu Huraira, o Profeta Muhammad (s.a.w.s.) disse:

“Sou o que Meu servo pensa de Mim e Eu sento com ele quando ele se lembra de Mim. Se ele Me menciona sozinho Eu o menciono sozinho. Se ele Me menciona numa reunião Eu o menciono numa reunião melhor.” (Al-Bukhâri, Muslim, al-Tirmidhi, Ibn Maja e Ahmad)

O Profeta Muhammad (s.a.w.s.) disse:

“ALLAH, ALLAH! Tema-O quanto a meus Companheiros! Não os faça como alvos depois de mim! Quem quer que os ame os ama com seu amor por mim; e quem quer que os odeie os odeia com seu ódio por mim. Quem quer que tenha inimizade por eles, tem inimizade por mim, e quem quer que tenha inimizade por mim, tem inimizade por Allah. Quem quer que tenha inimizade por Allah está por perecer!”

Narrado de ‘AbdAllah ibn Mughaffal por al-Tirmidhi que disse: gharîb (de uma só direção), por Ahmad com três correntes boas em seu Musnad, al-Bukhâri em seu Târîkh, al-Baihâqi em Shu’ab al-Îmân e outros. Al-Suyûti declarou-o hasan em seu Jami’ al-Saghîr (#1442).

Asma’ bint `Umais, a esposa de Abu Bakr e mãe de ‘AbdAllah ibn Ja’far ibn Abi Tâlib – que Allah esteja bem satisfeito com todos eles! – disse:

“O Mensageiro de Allah – sobre ele bênçãos e paz – me ensinou palavras para que eu diga em tempos de dificuldades: ‘ALLAH, ALLAH é meu Senhor e não associo nada a Ele!'” (Abu Dâwûd e Ibn Maja com uma boa corrente)

O Profeta Muhammad (s.a.w.s.) – disse como narrado por Anas:

“A Hora não chegará até que ALLAH, ALLAH não seja mais dito na terra.”

Através de outra corrente de Anas (que Allah esteja bem satisfeito com ele):

“A hora não chegará a ninguém dizendo: ALLAH, ALLAH.”

Muslim narrou ambos em seu “Sahîh,” Livro de Îmân (fé), capítulo 66 entitulado (por al-Nawawi): “O Desaparecimento da Fé no Fim dos Tempos.”

O Imâm al-Nawawi disse em seu comentário sobre esse capítulo:

“Saiba que as narrações desse hadîth são unânimes na repetição do nome de Allah, o Exaltado para ambas as versões e que é a maneira em que é encontrada em todos os livros autoritativos.” (Sharh Sahîh Muslim, Dâr al-Qalam, Beirute ed. vol. 1/2 p. 537)

Notas adicionais sobre as duas narrações de ALLAH, ALLAH

1. Note que o Imâm al-Nawawi colocou o hadîth de Anas sob o tópico do desaparecimento da fé (îmân) no fim dos tempos, embora não há qualquer menção de fé no hadîth. Isso mostra que dizer “ALLAH, ALLAH” equivale à fé. Aqueles que o dizem tem fé, enquanto aqueles que não, não. Aquele que combater quem o diz é de fato pior do que aqueles que meramente carecem de fé e não dizem “ALLAH, ALLAH.”

2. Note que al-Nawawi frisa a autenticidade da repetição da fórmula para estabelecer que as palavras “ALLAH, ALLAH” são uma Sunna ma’thura (invocação herdada do Profeta Muhammad e dos Companheiros) tal como é. A alegação de Ibn Taimiyya de que as palavras não devem ser usadas sozinhas mas “obrigatoriamente” em construto, por exemplo, com a fórmula vocativa (“Yâ Allah”) é assim uma inovação se distanciando da Sunna.

3. Alguém que saiba que o dhikr “ALLAH, ALLAH” foi mencionado pelo próprio Profeta Muhammad (s.a.w.s.) não está na liberdade de devanear se era usado pelos Companheiros ou não para estabelecer sua base. Basta por base que o Profeta Muhammad (s.a.w.s.) o disse! Sami’nâ wa-Ata’nâ!

4. Alguém que sabe que “ALLAH, ALLAH” é um dhikr usado pelo Profeta (s.a.w.s.), não está na liberdade de se objetar sobre fórmulas semelhantes tais como HU e HAYY e HAQQ { “Os mais sublimes atributos pertencem a Allah; invocai-O, pois” } (7:180). Além disso, é estabelecido que Bilâl costumava fazer o dhikr “AHAD, AHAD” enquanto era torturado. Quanto ao hadîth dos noventa e nove Nomes, não limita os Nomes de Allah a somente noventa e nove, como al-Nawawi esclareceu em seu comentário desse hadîth.

5. Note que a tradução de Siddîqi do Sahîh Muslim, que é quase tão falha quanto a tradução de Khân do Sahîh al-Bukhâri, traduz errado a primeira como: “A Hora (Ressureição) não virá enquanto se é suplicado a Allah no mundo” e a segunda como “A Hora (Ressureição) não virá sobre ninguém enquanto ele suplique a Allah.”

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Está errado como tradução, embora correto como um comentário, já que dizer “ALLAH, ALLAH” é suplicar a Ele, como em toda adoração de acordo com o hadîth do Profeta (s.a.w.s.): “Súplica: isso é o que é a adoração” (Tirmidhi e outros o narram.) Entretanto, quanto à precisão na tradução, a fórmula da palavra destacada por al-Nawawi deve ser mantida intacta em qualquer explicação desse hadîth. Não é meramente “suplicar a Allah”. É dizer: “ALLAH, ALLAH” de acordo com o próprio palavreado do Profeta (s.a.w.s.).

6. O fato de que uma versão alternativa existe no Musnad Ahmad com as palavras “LÂ ILÂHA ILLALLAH” em vez de “ALLAH, ALLAH” de modo algum cancela o uso das palavras em Muslim. Não deixaríamos o palavreado no Sahîh Muslim pelo palavreado no Musnad Ahmad nem faríamos TA’TÎL e TA’WÎL de um Nass estabelecido, explícito e autêntico que , além do mais, confirma a letra do Glorioso Alcorão!

7. A devoção diária (wird) do Imâm al-Nawawi usa o dhikr ALLAH, ALLAH!

E Allah sabe melhor.

Shah Naqshband disse: “Esse Caminho é contruído na respiração,” significando a consciência de Deus, morte para o mundo, presença de coração e a lembrança de ALLAH em cada respiração. Que Allah santifique seu segredo e nos beneficie com ele.

“Durante o tempo padrão de vida humano, uma pessoa respirará 500 milhões de vezes.” Dr. Adel M.A. ‘Abbâs, Seu Trono Está sobre a Água (His Throne Was on Water) (p. 81).

Sahl al-Tustari disse – que Allah esteja bem satisfeito com ele:

“Há três tipos de comedores: um come luz e fé desde o começo de sua comida até o fim; um come nada além de comida; e um come lixo (sirjîn). O primeiro menciona o nome de ALLAH no começo, lembra-se d’Ele a cada mordida, e O agradece no fim; o segundo menciona o nome d’Ele no começo e O agradece no fim; o terceiro nem O menciona, nem O agradece, nem se lembra d’Ele.”

O Imâm al-Ghazzâli disse na Ihyâ’ ‘Ulûm al-Dîn (3:19-20), Quarto sobre Muhlikât, Livro sobre as Maravilhas do Coração, Capítulo sobre “A diferença entre inspiração e aprendizado”, descrevendo o dhikr:

[Ligeiramente corrigido da tradução não publicada de Orfan Rabbat de al-Bahja al-Saniyya fi Âdâb al-Tarîqat al-Naqshbandiyya de al-Khâni]

“Ele se isola, fazendo nada além do que as adorações obrigatórias (farâ’id) e as adições não obrigatórias (rawâtib), não distrai seus pensamentos (enquanto faz o dhikr seguinte) recitando o Alcorão, nem refletindo sobre tafsîr, livros de hadîth ou outras matérias. Pelo contrário, ele faz um esforço para que nada além de Allah Ta’âlâ cruze sua mente.

“Assim depois de se sentar em seclusão, ele persiste em dizer continuamente com a língua “ALLAH, ALLAH” com presença de coração até que ele termina num estado onde ele para de mexer a língua e vê como se a palavra estivesse (ainda) correndo por sua língua. Então ele persevera até seus traços desaparecerem da língua embora ele encontre seu coração continuando o dhikr.

[Esse dhikr do coração é o dhikr do Caminho Naqshbandi. As explicações sobre dhikr que seguem são idênticas àquelas do Caminho Naqshbandi.]

“Então ele persevera com esse (dhikr do coração) até que seja apagado do coração a imagem da expressão (‘ALLAH’), suas letras, a forma da palavra, enquanto o significado da palavra permanece sozinho em seu coração, presente ali dentro, como que estabelecida no coração e não o deixando.

“Ele tem a escolha de alcançar esse limite e a escolha de preservar esse estado repelindo a waswasa (e todos os pensamentos) mas ele não tem escolha (depois disso) em adquirir a misericórdia de Allah (que pode vir então): ele se tornou, como resultado daquilo que fez, exposto às brisas concedidas da misericórdia de Allah! Então só resta esperar para que a misericórdia de Allah se abra, como Ele se abriu para os Profetas e Auliyâ’ desta maneira.

“Então, se sua decisão (irâda) é verdadeira e sua determinação pura, e se ele perseverar bem, tal que seus desejos não fiquem o atraindo e sua murmuração interna sobre as obrigações mundanas não o distraia, então os brilhos da verdade brilharão em seu coração!

“Isso será inicialmente instável como um raio veloz. Então retornará, e pode demorar. Se retornar, pode persistir e pode também ser breve. E se persistir, pode ser por um tempo longo, e pode ser de curta duração. Estados semelhantes mas diferentes podem seguir um ao outro, ou podem ser de um só tipo, e os níveis entre os Auliyâ’ (amados) de Allah são incontáveis assim como suas naturezas individuais e características morais são incontáveis.

“então esse método se volta para – a purificação solitária, limpeza e polimento de sua parte, – então seguido somente pela prontidão e espera.”

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Em sua Hashiya, Ibn ‘Âbidîn disse sobre o dhikr em grupo: “O Imâm al-Ghazzâli comparava fazer dhikr sozinho e o dhikr de um grupo ao adhân de alguém sozinho e o adhân de um grupo. Ele dizia: ‘como as vozes de um grupo de moezins alcança bem mais longe do que a voz de um moezim sozinho, então o dhikr de um grupo a um só coração tem muito mais efeito em içar densos véus do que o dhikr de uma pessoa sozinha.'”

Em sua Hashiya, al-Tahtawi disse: “Al-Sha’râwi afirmou que os Sábios do passado e mais recentes concordam que é recomendado lembrar-se de Allah o Onipotente num grupo nas mesquitas e em qualquer outro lugar sem qualquer objeção, ao menos que seu dhikr em voz alta atrapalhe alguém dormindo, rezando ou recitando o Alcorão, como é confirmado nos livros de fiqh.”

Sim, al-Nabulusi, al-Lacknawi, e al-Gangohi disseram que há uma discordância na posição hanafi sobre dhikr em voz alta (al-dhikr al-jahri) na mesquita indo de jâ’iz – permissível – a makrûh, a harâm, e a posição correta de acordo com o Imâm al-Lacknawi é de que é jâ’iz como afirmado nas Fatâwa Khairiyya. Essa também é a posição de al-Shurunbulali, Khair al-Din al-Ramli, al-Nabulusi, Ibn ‘Âbidîn, al-Gangohi e outros, que Allah tenha misericórdia deles.

A esse respeito a posição hanafi correta está alinhada com aquela das outras Três Escolas wal-hamdu lillah.

Quanto à menção de que o shaikh faqîh e sûfi, Sidi Ahmad al-Zarrûq (morto em 846) desaprovou a Hadra – o dhikr de pé e em movimento praticado pelos shâdhilis – que, seguramente, foi em sua primeira fase, quando ele desaprovou muitos aspectos do tasawwuf no território de conhecimento externo. Em sua segunda e final fase não há tal desaprovação. Ibn ‘Ajîba narra dos shuyûkh de seus shuyûkh quanto a Sidi al-Zarrûq que em Tarîqa ele era um Imâm, mas não em Haqîqa e Dhauq – até bem tarde em vida: “Não lhe foi concedida uma abertura (fat-h) até a última parte de sua vida e quase que parte de mãos vazias, daí suas objeções frequentes às pessoas de Nisba e sua posições duras e críticas delas” como afirmado no al-Mutrib (p. 152) de al-Talidi e “Ouvi Maulay al-‘Arabi al-Darqâwi al-Hasani – radiyAllahu ‘anh – dizer: Shaikh al-Zarrûq entre as pessoas de conhecimento externo é um tanto grande, mas entre as pessoas de conhecimento interno é um tanto pequeno… e entre os Auliyâ’ aqueles de níveis superiores conhecem aqueles abaixo deles, não o contrário.”

Quanto ao relato mauquf de Ibn Mas’ûd de que alguns aduzem contra a permissibilidade do dhikr coletivo em mesquitas, o relato é inautêntico:

Amr ibn Salma disse: Costumávamos sentar na frente da casa de ‘Abdullah Ibn Mas’ûd antes da reza do fajr, assim que quando ele saía íamos com ele para a mesquita. {Um dia} Abu Mûsâ al-Ash’âri veio e nos perguntou: ‘Abu ‘Abd al-Rahmân (i.e. Ibn Mas’ûd) já partiu? ‘ Nós respondíamos: ‘Não.’

Então Abu Mûsâ al-Ash’âri sentava conosco esperando por ele. Quando ele saía, todos nós nos levantávamos. Abu Mûsâ disse a ele: “Ó Abu ‘Abd al-Rahmân! Vi algo na mesquita recentemente que eu pensei ser ruim, mas todos os louvores são para Allah, não vi nada exceto o bem.” Ibn Mas’ûd então perguntou: “então o que era isso?”

Abu Mûsâ disse: “Você verá se ficar vivo. Na mesquita, vi um grupo de pessoas sentadas em círculos esperando a Salâh. Cada círculo era guiado por uma pessoa. E cada pessoa nesses círculos portavam pedrinhas (seixos).

O líder dum círculo dizia: “Diga ‘Allahu Akbar’ cem vezes”, então eles repetiam Allahu Akbar cem vezes; então dizia “Diga ‘lâ ilâha illAllah’ cem vezes”, então eles diziam lâ ilâha illAllah cem vezes; então ele dizia: “Diga ‘subhânAllah’ cem vezes”, então eles diziam subhânAllah cem vezes.

Então Ibn Mas’ûd disse: “O que você lhes disse?”

Ele disse: ‘Não disse nada, esperei para escutar sua opinião.”

‘Abdullah Ibn Mas’ûd disse: “Você poderia mandá-los contar seus maus atos, e assegurá-los de conseguirem suas recompensas.”

Então ‘Abdullah Ibn Mas’ûd foi à frente e nós o acompanhamos. Quando ele se aproximou de um dos círculos, disse: “O que é isso que estão fazendo?”

Disseram: “Ó Abu ‘Abd al-Rahmân, esses são seixos para contar o número de vezes que dizemos Allahu Akbar, Lâ ilâha illAllah e subhânAllah.”

Ele disse: “Conte seus maus atos, e lhes asseguro de que não perderão nada de suas recompensas (hasanât). Ai de vocês, povo de Muhammad, o quão rápido vocês vão para a destruição! Esses são os companheiros do Profeta disponíveis, essas são suas roupas ainda não desgastadas, e esses vasos não estão quebrados ainda. Juro por Aquele em Cujas mãos está minha alma que vocês estão ou seguindo uma religião que é melhor do que a religião do Profeta ou estão abrindo uma porta ao desvio.” Eles disseram: “Juramos por Allah o Onipotente, ó Abu ‘Abd al-Rahmân, que não tivemos qualquer outra intenção do que fazer bons atos.” Ele disse: “E daí? Quantas pessoas quiseram fazer bons atos mas nunca conseguiram fazê-los? O Profeta de Allah Muhammad nos contou sobre pessoas que recitavam o Alcorão sem efeito neles além do Alcorão passando por suas gargantas. [I.e. Vocês são Khawârij]…

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Al-Darimi na Muqaddima de seus Sunan, narrado de al-Hakam ibn al-Mubârak que narra de ‘Amr ibn Salima al-Hamadâni. Esse ‘Amr ibn Yahyâ ibn ‘Amr ibn Salama al-Hamadâni é da’îf. Ibn Ma’in o viu e disse: “suas narrações não valem nada”; Ibn Kharrash: “ele não é aceito; al-Dhahabi o listou entre aqueles que são fracos e cujo hadîth não é retido no al-Du’afâ’ wal-Matrukin (p. 212 #3229), Mîzân al-I’tidâl (3:293) e al-Mughni fil-Du’afâ’ (2:491); e al-Haithami o declarou fraco (da’îf) em Majma’ al-Zawâ’id, capítulo entitulado Bâb al-‘Ummal ‘ala al-Sadaqa.

Além disso, sua autenticidade foi questionada por al-Suyûti em al-Hawi (2:31); al-Hifni em Fadl al-Tasbîh wal-Tahlîl como citado por al-Lacknawi, Sibahat al-Fikr (p. 25 e 42-43).

Além disso, é desmentido pela narração do Imâm Ahmad em al-Zuhd de Abu Wa’il que disse: “Aqueles que alegam que ‘AbdAllah [= Ibn Mas’ûd] proíbe o dhikr [estão errados]: Nunca me sentei com ele em nenhuma reunião exceto em que ele tenha feito dhikr nela.” Citado por al-Munawi em Faid al-Qâdir (1:457), al-Suyûti em Natijat al-Fikr fil-Jahri bil-Dhikr em al-Hawi, al-Nabulusi em Jam’ al-Asrâr (p. 66), al-Hifni em Fadl al-Tasbîh wal- Tahlîl como citado em al-Lacknawi, Sibahat al-Fikr (p. 25).

No mais, as narrações proféticas afirmando o dhikr em voz alta são sahîh e inumeráveis, e definitivamente precedem um relato mauquf de um Companheiro, ainda que hipoteticamente o consideremos autênticos.

Negadores mencionam outra pseudoevidência contra o dhikr em voz alta, todas fracas, tal como o hadîth “o melhor dhikr é suave, e o melhor sustento é o que é suficiente,” “Um du’â’ silencioso é setenta vezes superior a um du’â’ em voz alta,” e outros relatos da’îf e maqtu’ pelo quais deveríamos deixar o Alcorão e evidência sahîh e o entendimento dos Imâms!

Uma nota final:

“É melhor que se mencione Allah uma vez, se reze uma reza ou se recite uma sura ou algo do tipo com o estado da Sharî’a de Muhammad SallAllahu ‘alaihi wa-Âlihi wa-Sallam do que fazê-lo mil vezes com o estado condenável que é a sede intensa por esse mundo e a devoção à conversa fiada, e a absorção no desvio. Que Allah nos salve!” Shaikh al-‘Arabi al-Darqâwi.

Nosso Mestre, a luz de nossos olhos, o tesouro desse mundo, Maulânâ al-Shaikh Nâzim disse nas conversas entituladas DA DUNYA À MAULA:

“A primeira condição para a proteção é crer em Deus, e a segunda é continuar adorando. Corra e ponha seu tapete de reza, reze, faça dhikr e glorifique o Senhor. Nenhuma proteção agora exceto essa. Mesmo exércitos inteiros não podem proteger uma pessoa só.

“Os anjos glorificam sem se cansar, e eles são alimentados através disso. O poder de um anjo é bastante para arrebatar o poder de toda a humanidade; esse poder especial pode parar tudo num momento. Uma pessoa espiritual pode arrebatar todas as armas nucleares num só momento.

“Não tememos uma guerra nuclear. Não será como eles gostam e pensam, pois o controle está nas mãos de um wali. O mundo está sob controle celeste. Em toda bomba há um jinn. As pessoas pensam que estão controlando, mas elas não controlam nada. Há os 5 Qutubs, e eles controlam.

“Allah gosta e ordena ser glorificado. Dá poder e paz para você. Tente dizer mais: lã ilâha illAllah, diga: ALLAH, ALLAH, faça Salawât [invocações de bênçãos sobre o Profeta].

“Tente dar mais tempo do seu dia para alcançar poder espiritual. Toda adoração e dhikr ajuda, dando a você mais amor pelo Senhor, e a vida real vem através do amor. Os santos dizem: pessoas sem amor são como mortos andando sobre a terra.

“Amor é vida, luz e perfeição. O quanto mais seu amor é crescente, você vive de modo mais proveitoso e feliz. O propósito principal das tarîqas é treinar as pessoas para fazerem dhikr, então elas podem ter apoio e poder daí.

“A Hora da Qiyâma está se aproximando agora. Centenas de sinais apareceram, e um deles é que as pessoas deixem a glorificação do Senhor. E que sofrimentos chovam sobre eles. Então que eles peçam tratamento através de drogas.

“Todas as doenças vão embora glorificando o Senhor. Através de seu amor pelo Senhor você alcançará saúde, prazer e felicidade aqui e no Além.”

Was-Salam.

Sheykh Gibril GF Haddad

[14 de maio de 2003]

Fonte: http://www.livingislam.org/naw/daa_e.html

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