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Consenso sobre algumas questões relacionadas ao Alcorão – Sheykh G. F. Haddad

Existe um consenso sobre as seguintes questões relacionadas ao Alcorão:

1. Sobre a veracidade de tudo o que está contido no Alcorão. (SIHHAT KULLI MA FI AL-QUR’AN)
Qualquer um que negue uma única decisão ou relato declarados no Alcorão, ou que negue algo que o Alcorão estabeleça como verdadeiro, ou que estabeleça como algo verdadeiro uma coisa negada pelo Alcorão ou professe dúvida em qualquer um dos itens acima: é um descrente de acordo com o consenso.
Fontes: Ibn Hazm (994 – 1064 d.C): Maratib al-ijma` fi al`ibadat wa al-mu`amalat wa al-i`tiqadat (As decisões do consenso em atos de culto, transações humanas e crenças doutrinais) (Maktabat al-`qudsi, 1358 H ) P. 174-175.
– Nawawi (1233 – 1277d.C): al-Majmu` sharh al-muhadhdhab (Compêndio: Comentário sobre a rarefação de Abu Ishaq al-Shirazi (1003 – 1083 d.C) sobre a jurisprudência de Imam Shafi`i (767 – 820 d.C) (Cairo: Matba`at al-`asima) 2: 185.

2. Sobre o estabelecimento do texto do Alcorão. (THUBUT AL-QUR’AN)
Existe consenso de que o texto do Alcorão não é estabelecido senão por tawatur (transmissão coletiva do Profeta que impede falsificação em todos os estágio da transmissão).
Fonte: – Nawawi: Sharh Sahih muslim (Comentário sobre a coleção de narrações de alta autenticidade de muslim sobre o Profeta) (Bulaq ed. 1323 H) 3: 213.

3. Sobre o volume do Alcorão compilado por `Uthman ibn` Affan (RA). (MUSHAF `UTHMAN)
Existe um consenso em torno do conteúdo integral do volume compilado por Uthman.
Fontes: – Qadi `Iyad (1083 – 1149 d.C), no Sharh Sahih Muslim 4: 109 de Nawawi.
– Ibn Hajar (1372 -1449 d.C): Fath al-Bari bi sharh Sahih al-Bukhari (Em a vitória do Criador: Comentário sobre a Coleção Bukhari de narrações de alta autenticidade sobre o Profeta) (Cairo: al-matba`a al-bahiyya, 1348 H) 12: 131 .

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4. Sobre a ordem dos versos no Alcorão. (TARTIB AYAT AL-QUR’AN)
Há consenso sobre o fato de que a ordem dos versos em cada uma das suras do Alcorão e seu arranjo sucessivo na presente ordem de mushaf (encadernação) é decretada por Allah. E, nessa base, a comunidade o relatou do Profeta (Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.)
Fontes: – Qadi `Iyad: no Sharh Sahih Muslim 4:56 de Nawawi, 5: 419-420.
– al-Baqillani: em Fath al-Bari de Ibn Hajar 2: 204, 4:32.
– Shawkani: Nayl al-awtar sharh muntaqa al-akhbar min ahadith sayyid al-akhiar (A realização dos desejos: Comentário sobre relatórios selecionados narrados pelo mestre dos eleitos) (Cairo: al-matba`a al-`uthmaniyya, 1358 H) 2: 230.

5. Sobre adulteração do Alcorão. (TAHRIF AL-QUR’AN)
Qualquer um que adicione uma epístola ao Alcorão, além das recitações narradas que são universalmente preservadas e transmitidas, ou que subtraia uma epístola do Alcorão ou troque uma das letras do texto sagrado por outra; ou a quem foi apresentada a prova de que a epístola que ele acrescentou ou a alteração que realizou não seja da ordem ortodoxa do Alcorão, ou a quem tenha subtraído uma letra que deva estar no Alcorão e, no entanto continue deliberadamente a fazer qualquer uma das coisas supramencionadas com pleno conhecimento de que é contrário ao que é feito pelos muçulmanos: tal pessoa é apóstata e descrente de acordo com o consenso.
Fontes:
– Nawawi: al-Majmu` sharh al-muhadhdhab 2: 185, 3: 292; Sharh Sahih Muslim 4: 100.
– Ibn Hazm: Maratib al-ijma` p. 174.
– Ibn Hazm: al-Muhalla (O embellished) (ed. Harras, Cairo: Matba`at al-imam) p. 446.
– Shawkani (1759 – 1834 d.C): Nayl al-awtar 2: 201.

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6. Sobre rejeitar uma epístola do Alcorão (JUHUD HARF MIN AL-QUR’AN)
Há consenso de que quem rejeita conscientemente uma epístola do Alcorão após a inclusão ter passado pelo crivo do consenso dos sábios: é um apóstata e um incrédulo.
Fonte:
– Nawawi, al-Majmu` 2: 185.

7. Sobre explicar o Alcorão. (SHARH AL-QUR’AN)
Existe consenso de que a explicação do Alcorão pelos ulamá (sábios) é excelente e que é proibido que os não qualificados o expliquem canonicamente, traduzam ou falem sobre seus significados.
Fonte: – Nawawi, al-Majmu` 2: 185.

8. Sobre manusear o Alcorão apenas em estado de ablução. (AL-WUDU ‘LI MASS AL-MUSHAF)
É proibido para alguém em estado de impureza menor (al-muhdith) tocar ou transportar o mushaf. Estas são as palavras de `Ali (601 – 661d.C), Sa’d ibn Abi Waqqas (591 – 675 d.C) e Ibn` Umar (614 – 693 d.C). Não se sabe de nenhum dos companheiros que tenha contradito essa norma. Existe consenso de que não é permitido que o muhdath (impuro, ou se ablução) toque-o (mushaf) mesmo com outras partes do corpo que não estejam incluídas entre as partes do corpo necessárias para a purificação ritual menor (wudu’), como por exemplo, o peitoral.
Fonte:
– Abu al-Tayyib: em Nawawi, al-Majmu` 2:75.
Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre o Profeta, sua família e companheiros.

Fonte: http://www.livingislam.org/consq_e.html

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